Diz Jornal - Cultura e Cinema | Documento | Nutrição | Informes | Internet | Edgard Fonseca | Pelo Whats | E! Games | Fernando Mello | Pela Cidade | Em Foco

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores

Tels: (21) 3628-0552 / 9613-8634
Rua Cônsul Francisco Cruz nº 03 - Centro - Niterói/RJ | 24020-270
Email: dizjornal@hotmail.com

PROJETO GRÁFICO - Edgard Fonseca Comunicação Ltda.
TIRAGEM IMPRESSA: 16.000 Exemplares

Newsletter
Receba nossas edições no seu e-mail.

 
 

-----------------
Edgard
Os Riscos da Próxima Eleiçã...

-----------------
Edgard
Disputa em Niterói Vai Ser Du...

-----------------
Cultura e Cinema
Menos é Mais...

-----------------
Fernando Mello
Lava-Obra...

-----------------
Documento
Insegurança: O Mal do Brasil...

-----------------
Tnews
Fornecimento de Água Interrom...

-----------------
Tnews
Demolições para Inglês Ver...

Insegurança: O Mal do Brasil

O êxodo brasileiro tornou-se realidade. Mais e mais brasileiros desistem do Brasil e estão emigrando para os Estados Unidos e Europa, especialmente para Portugal. A diferença atual em relação à demanda antiga por emigração, principalmente para os Estados Unidos, é que no passado eram pessoas em busca de empregos e melhores condições de vida. A grande maioria era sem formação superior, aventureiros que se dispunham a atravessar a fronteira do México com a Flórida, conduzida por “coiotes”, prática arriscada que muita gente se deu mal. Os emigrantes atuais são pessoas com bom nível de instrução, profissionais definidos, e muita gente com muitos recursos financeiros. Não vão para nenhuma aventura. Uma maioria são ex-empresários no Brasil, que por medo de perderem tudo, inclusive a vida, fecham suas empresas e estão transferindo atividades, com capital e com condições de obterem imediatamente, ou cidadania européia ou o Green Crad americano.

Mas, qual o principal motivo?  Econômico? Ou a insegurança é o grande mal? Que insegurança é esta ou de quantas maneiras ele se apresenta? 

Um exemplo típico é o do empresário X (vamos omitir a identidade por questões de segurança) que nos disse: “a minha principal razão de sair do Brasil, não é econômica. Minhas empresas vão bem, apesar das variações, crises, recessões, etc. Nós brasileiros aprendemos a lidar bem com estas mutações do mercado. Desde o confisco da poupança feito pelo Collor, passando por uma infinidade de Planos Econômicos, até mesmo a inflação, não nos impediu de crescer. Tenho várias empresas de ramos bem distintos, inclusive uma fazenda que produz alimentos; e alimentos jamais vão entrar em crise. Não me faltam recursos e patrimônio com liquidez. Entretanto, viver engaiolado na minha cobertura não é o meu projeto de vida. De nada me adianta o conforto da minha casa, se não posso sair dela com segurança. Tenho receio de ir a uma padaria, andar pelas ruas do bairro, encontrar amigos numa praça. Vivo me cercando de métodos de segurança. Tenho carro blindado, mas, num determinado momento vou ter que descer. E quando desço, o faço com rituais de segurança. Viver assim, não vale à pena. Tenho uma filha, já terminando a faculdade. Tenho somente essa e vivo preocupado com o seu ir e vir. Só sossego quando ela chega!

Quero ser um cidadão comum, que vai com a esposa ao cinema, e pode estacionar um carro sem medo de seqüestro e assaltos. Herdei bens de meu pai, aumentei o patrimônio e vou continuar crescendo. A pergunta que me faço diariamente, é se vale à pena. Nas minhas empresas tenho sócios que querem continuar por aqui. Com isso não terei problemas de continuidade. A fazenda é só minha e já estou experimentando um administrador geral, um profissional qualificado. Desta forma, retornarei ao Brasil de quando em quando para acertar as contas e recolher dividendos. Vou abrir uma empresa em Portugal, que vai viver em conexão com o Brasil. Mas, a cada doze meses, pelo menos, uns dez vou estar longe do Brasil e desta violência, que comparo a países em guerra. Vou “fazer cinqüenta anos e quero viver os próximos 35, 40 anos, em paz, sem esse estresse diário em que vivo”.

Este depoimento norteia bem o que de forma geral está acontecendo. Assim com este e outros empresários, profissionais liberais ainda jovens estão fazendo esta opção de construir suas vidas com certezas futuras. O jovem profissional XX  é formado em administração e tem mestrado em marketing, com sua mulher que é advogada, mas sempre deu aulas de balé e outras danças populares, estão de mudança. Já estão se desfazendo dos bens no Brasil e fizeram os contatos necessários com amigos em Miami. Ele já vai com uma colocação numa empresa de brasileiros,  em Boca Raton, que é um dos lugares mais aprazíveis e procurados pela elite americana para passar férias e fazer compras. A jovem senhora XX diz que se não puder trabalhar como advogada, não tem problema. Diz que tem certeza que irá dar muitas aulas de dança em academias e escolas. “Posso ensinar desde sapateado, até forró. Eles vão adorar! E no mais, lá está cheio de patrícios”.  O único filho do casal, de dois anos, já tem matricula garantida em Miami. Lá existe a facilidade do idioma, e a Flórida está cheia de brasileiros e outros latinos, que produz uma identidade cultural e favorece as relações. Só ficar longe dessa violência cotidiana, será um grande ganho.

Conversamos com um terceiro casal. Ambos já tiveram a experiência de viver na Europa. Estudaram em Londres e se conheceram por lá. Tiveram vivência intelectual britânica e não admitem o comportamento dos brasileiros; um tipo de conduta de querer levar vantagem em tudo. Ela nos disse: “Como podemos educar nossos três filhos, se o cotidiano daqui é esta bagunça. Se ligarmos a TV assistimos todos os dias a violência, inclusive de policiais, pessoas morrendo em hospitais públicos, faltam escolas, meninos de rua, corrupção em todos os níveis. E além de tudo, insegurança nos Tribunais, cada um puxando para um lado que é mais conveniente. Todos os poderes, legislativos e governos estão em franca decadência, e tem quem goste de um líder, que é um corrupto populista que se apresenta como santo!”

O marido é biólogo e pesquisador. Por terem se formado em Londres, seus diplomas têm validade na Inglaterra. Estão aguardando apenas a confirmação de um convite de uma empresa farmacêutica que vai dar-lhe emprego. Este será suficiente para manutenção da família. Ela tem certeza que estando lá. Logo conseguirá um emprego, na sua área que é a de química, com especialização em abrasivos.

A grande questão brasileira é a insegurança. A situação moral e ética passa por um dos piores momentos da sua história. Desconfia-se de tudo: deste os mais simples produtos do supermercado aos medicamentos comprados na farmácia. Desconfia-se da orientação de um balconista, até de um  médico consultado. Tudo está sob suspeita. Vivemos numa cultura de descrédito e desconfiança. Naturalmente, por nossa culpa. Ou permitimos que nos enganem ou tiramos vantagem sempre que é possível. Este caráter “maleável e permissivo”, constrói a nossa omissão e irresponsabilidade em relação ao “outro”. A grande maioria se adapta e vai vivendo. Outros, com conceitos de cidadania mais rígidos constroem a intolerância, que vez por outra se torna agressiva, ou até mesmo, violenta. Daí, vemos conflitos no trânsito, na fila do elevador, na espera de mesa do restaurante... Vamos construindo a nossa beligerância social-urbana.

Além de que nos últimos anos, a fatídica inserção na vida brasileira do Partido dos Trabalhadores, com forte semelhança com as ditaduras e desordens bolivarianas. Eles envenenaram o povo, com migalhas como moeda de troca, empregos em sindicatos, estatais e nos governos, sempre com a tônica que uma classe é contra a outra. Aparelhando tudo. A filosofia divisionista e controladora do “nós contra eles”. Quanto mais divididos os brasileiros ficassem, mais facial para “reinar”. Implantaram o rancor e a obsessão por domínio. Criaram estas milícias ambulantes para fins de luta armada, com um véu de “movimentos sociais”; vão fazendo lavagem cerebral nesses desafortunados, para serem usados nos momentos oportunos. Quem tem propriedades no campo sabe bem das constantes ameaças de invasão, apropriação indébita, expropriação e violência, inclusive sexual. Funcionam como os antigos cangaceiros. Chegam em bandos, invadem, intimidam, abusam, usam, assaltam, devassam e muitas vezes destroem só por ressentimentos implantados pelos mentores manipuladores. Essa vivência de ameaça constante produz medo e incertezas.

Nas cidades as polícias não dão conta da contenção da criminalidade, quando não se beneficiam da desordem. Não se sabe se o policial que está na nossa frente é um guerreiro urbano, ou um agente do crime infiltrado nas fileiras da repressão. Os focos, guetos e comunidades de bandidos se agigantam e os governos mostram-se cada vez mais acuados, incompetentes, incapazes ou misturados, numa simbiose bandida e inaceitável.

Fugir deste ambiente de chão movediço é a alternativa mais provável para quem tem recursos para fugir. Hoje, se foge mais por se ter recursos, do que por precariedade financeira.

A insegurança múltipla é a grande desgraça brasileira. Se rapidamente não reagirmos, estamos fadados a uma guerra sem precedentes. Depois, lavados com sangue, se algo nos restar, construiremos uma pátria, amada, Brasil.  


-----------------
Cultura e Cinema
Menos é Mais

-----------------
Cultura e Cinema
Arte como Educadora

-----------------
Cultura e Cinema
Adeus, Ano Velho!

-----------------
Cultura e Cinema
Hecatombe

-----------------
Cultura e Cinema
Lei de Talião

-----------------
Documento
Insegurança: O Mal do Brasil...

-----------------
Documento
Perspectivas Sombrias...

-----------------
Documento
E o DIZ, Disse!...

-----------------
Documento
Os Que Vivem de Aparências...

-----------------
Documento
Bye, Bye Brasil...

-----------------
Documento
Absurdos Brasileiros...

-----------------
Documento
Guarda Armada? O que será de ...

-----------------
Documento
Ajuda Para os Filhos dos Porta...

-----------------
Documento
Legalizar ou Reprimir as Droga...

-----------------
Documento
Cargas Assassinas...
 
Últimas Edições
Rua Cônsul Francisco Cruz nº 03 - Niterói/RJ | (21) 3628-0552 / 9613-8634 | dizjornal@hotmail.com
Creat by EADesigns