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Lei de Talião

Em momento algum irei discutir sobre a legitimidade do porte de arma para nós, cidadãos civis. Trata-se um debate extremamente antigo, permeado de “achismos” de diversas naturezas – política, religiosa, jurídica, etc. A questão é que, dia após dia, com a presença da violência cada vez mais constante em nossas vidas, muito se questiona sobre se “devemos ou não” ter nossa própria de defesa pessoal, através de um dedo no gatilho...

Trata-se de um tema que divide muita gente! O assunto tomou uma dimensão ainda maior com o elevadíssimo número de Policiais mortos este ano no Rio de Janeiro. Tenho, inclusive, medo de citar o número de assassinatos destes guerreiros e, informar algo desatualizado, até impressão deste exemplar, em poucos dias. A violência é tamanha que, quando saímos de casa, começamos a ter sérias dúvidas se iremos retornar. Ou, pelo menos, questionamos se voltaremos ilesos e com nossos pertences.

Neste debate, de um lado, há aqueles que citam levantamentos como “Mapa da Violência”, que anualmente estima que muitas vidas tivesse sido poupadas de mortes por armas de fogo no Brasil, desde 2004, graças ao Estatuto do Desarmamento. O cálculo é feito a partir de projeções de quantas mortes eram esperadas (segundo análises estatísticas) para cada ano e quantas mortes de fato ocorreram.

Do outro lado desta “briga”, há os defensores de regulações menos rígidas. Tais pessoas dizem que as armas não são as responsáveis pelas mortes em massa, por exemplo. Eles culpam outros fatores para estes incidentes. E eles vão além: usam o mesmo documento (“Mapa da Violência”) para mostrar que, mesmo com o Estatuto do Desarmamento em vigor, atualmente, no Brasil, cerca de 116 pessoas morrem por dia, por disparos de armas de fogo. Para se ter uma ideia, é o equivalente a impressionantes 4,8 mortes por hora, índice parecido ou superior ao registrado em países em guerra. E, confesso ter ficado chocada ao ler, em outro estudo recente, chamado “Monitor de Homicídios”, do Instituto Igarapé, que de acordo com os cálculos deles, uma em cada dez pessoas assassinadas anualmente no mundo é brasileira. E não precisa ser nenhum especialista na área para perceber, a partir dos dados supracitados, que mesmo com o Estatuto, o Brasil alcançou a maior marca de homicídios de sua história.

Eu apenas dissertei um pouco sobre o tema, pois, tenho observado, constantemente, o lançamento de obras nas quais, de alguma forma, o tema em pauta é “a justiça feita com as próprias mãos”. São películas nas quais os “cidadãos de bem” estão estarrecidos com a ineficiência Estatal para resolver as divergências e, por conta disso, decidem, eles mesmos, punir os responsáveis pelos crimes. É claro que tais filmes sempre existiram. A questão é que, possivelmente, eu esteja, cada vez mais, percebendo que eles não se referem mais a invenção ou devaneio... Na verdade, estas películas estão mais reais do que nunca! São roteiros que, outrora, sugeririam contornos de ficção... Todavia, tornam-se cada vez mais verossímeis.

Caso tenham interesse, Jackie Chan brilha ao estrelar “O Estrangeiro”. Ele interpreta um dono de restaurantes chinês em Londres. Após um ataque terrorista no seu estabelecimento, sua filha morre. Sem apoio da polícia, ele busca justiça com suas próprias mãos.  Assim como Bruce Willis reage em “Desejo de Matar”, quando sua família é abalada por um ato de violência e, a partir deste momento, em busca de justiça, ele se transforma em uma máquina mortífera. Filmes angustiantes e densos. Reais e extremamente necessários para que se discuta o mundo contemporâneo.

A cada noite que passa, acostumo-me, mais e mais, a dormir ao som dos tiroteios. Pela manhã, peço a Deus que me leve ao trabalho. À noite, agradeço meu Anjo da Guarda por ter me protegido. E, assim, vou desviando das balas perdidas ao meu redor. Não estou culpando o prefeito, o governador, o presidente. Não estou defendendo a liberação ou a restrição absoluta do porte de armas. Não estou tomando partido de nenhum lado. Entretanto, faço apenas um alerta: com os direitos trabalhistas e previdenciários definhando, com a saúde e a educação em crise, com a corrupção Estatal generalizada e institucionalizada... Bem, com todos esses fatores em conjunto, eu duvido que a legalização do porte de arma seja apenas uma discussão filosófica!


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