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Capim

Por que a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa? Qual o segredo dele para fazer o jardim florescer de forma tão espetacular? Bem, a resposta não é única e nem, muito menos, simples. Existem várias justificativas plausíveis. Entretanto, acho que a melhor delas é a de que apenas “acreditamos” na ideia de que a vida do outro é melhor do que a que temos. Na verdade, cada um tem os seus problemas. São encargos particulares que cada pessoa carrega individualmente e que, com certeza, faz questão de esconder debaixo de um bom gramado verde... Fatalmente, de plástico!

Tenho sentido, cada vez mais, uma sensação estranha ao lidar com as pessoas. Vejo um olhar de julgamento muito grave se instaurando em nossa sociedade. E, em contrapartida, dizemos, sempre, que estamos evoluindo... Será mesmo? Assisto meus vizinhos julgando uns aos outros, tomando como base os carros que dirigem, os móveis que têm em casa, os cargos que exercem, as roupas que vestem, as igrejas/templos que freqüentam. Estamos em 2017 e, pasmem, isso ainda existe! E é muito forte! E não é apenas onde vivo. Ocorre onde trabalhamos,  nos consultórios, nos cursos que fazemos, enfim, em todos os lugares. Estamos sempre sendo julgados, para o bem e para o mal. Podem até tecer elogios, mas há sempre a iniciativa de apontar algo “fora da curva”.

Algumas pessoas dirão que estou com “mania de perseguição” ou “síndrome do pânico”. Ok pode ser! Excelente diagnóstico. A questão é que nem o mais fantástico antidepressivo vai ser capaz de findar a percepção decepcionante de saber que as pessoas que me rodeiam preferem me julgar a me ajudar.

O homem avançou em tantas coisas, vide os computadores, celulares, meios de transportes, etc. No entanto, em nada melhorou em termos de humanidade. Neste quesito, somos todos pobres e insuficientes.

E por qual motivo estou falando todas essas verdades? Bem, tantas reflexões surgiram em minha mente após ver “O Jantar”. Neste longa, dois irmãos vão jantar em um restaurante extraordinariamente sofisticado com suas respectivas esposas. Eles estão reunidos para discutir um incidente horrível envolvendo seus filhos. Tomamos ciência de tudo através de diversos flashes no tempo. À medida que a refeição ocorre, os casais brigam, lutam, e revelam as detalhes de seus problemas pessoais.

A minha sensação foi a de estar revendo “O Deus da Carnificina”, dirigido magistralmente por Roman Polanski. A questão é que os casais envolvidos limitam-se a apontar o pior do outro e de mascarar o podre que há dentro de cada um. As lentes conseguem captar um show de inveja e mágoas que não deveria haver. Trata-se de um filme centrado nos atores. Esqueça, completamente, qualquer tipo de distração. O foco é o ser humano que se torna um verdadeiro animal bestializado, quando deixa que seus sentimentos mais baixos e mesquinhos tomem conta de seu coração. Se, em algum momento da película, acreditarmos que o crime cometido pelos filhos foi terrível, devemos parar e olhar primeiro, para os pais. Quem é mais reprovável?

“O Jantar” deve ser encarado como uma sátira escabrosa de crianças – inundadas de sentimentos horríveis – advindas de famílias ainda mais terríveis que elas. E é nesse ponto que quero chegar: estamos, de geração em geração, perpetuando sentimentos frívolos e ordinários. Fingimos propagar o “amor”, mas, estamos cada vez mais comparando nossas vidas quantitativamente e impondo padrões fúteis e doentios.

Não estaria, mais do que na hora, de mudar essa postura? Quem sabe, não devemos passar a aceitar os outros como são e, ao mesmo tempo, começar a dar mais valor àquilo que temos e somos?

Sejamos verdadeiros com nós mesmos. Este mundo tão enfermo precisa de mais aceitação e menos reprovação.


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