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Se Fosse com Você?

Centros destruídos, ofensas em redes sociais e até apedrejamento de criança... Não é novidade que há uma parcela da população brasileira extremante preconceituosa contra religiões de matriz africana. Mas será que os games poderiam ser usados para influenciar as futuras gerações a serem mais tolerantes? A resposta é sim! Afinal essa é a ideia por trás do jogo “A Gata sob o Ojá”, lançado recentemente para computadores. Nele, o jogador controla uma gata adepta do candomblé que deve enfrentar todo tipo de preconceito dentro de um vagão de metrô. Ao jogador, cabe escolher a resposta para cada ataque, o que influencia o final do game.

O jogo foi adaptado para a realidade brasileira a partir de um game original criado pelo designer norte americano Andrew Wang, e que fala sobre islamofobia. O jogo saiu uma semana antes do Dia da Consciência Negra, celebrado no país em 20 de novembro para reforçar a luta pelo fim do preconceito. A tradução do game para a realidade brasileira conta com muitas experiências vividas pelos próprios profissionais, desde olhares até ataques diretos. A adaptação começou a ser desenvolvida desde julho, que contou com modificação das vestimentas dos personagens. 

Segundo o desenvolvedor é praticamente impossível não se sentir ofendido com algumas coisas ditas pelos outros gatos no vagão. E cada abordagem traz uma série de opções de respostas. Após a primeira escolha, outras aparecem, até que o diálogo termina e surge uma outra situação. O jogador também presencia transfobia e deve decidir o que fazer para ajudar a outra vítima.

E, no fim das contas, esse é o objetivo principal do jogo, provocar o diálogo e levar o jogador a se colocar na pele do outro. O dia que as pessoas tiverem mais empatia por seus semelhantes e pararem de se intrometer no que não é de sua alçada, a vida em sociedade irá melhorar significantemente.

Até a próxima.


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