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O Festão Popular

Ano novo, vida nova. Vi muita esperança nas faces dos brasileiros que estavam na Praia de Icaraí na noite do Réveillon.

Muitas questões passaram na minha mente. O Brasil, esse belo país, que estava amaldiçoado por governos irresponsáveis e congresso totalmente voltado para as facilidades e à boa vida dos seus integrantes, agora está alçando novos vôos e com governo de direita. Quem sabe, né? Dar certo é uma questão de coerência democrática. Questão de virada geral em direção à responsabilidade social e honestidade. 

A alternância no poder sempre foi algo bastante agradável para uma democracia novata como a nossa.

Quando um governo se repete, a sensação de imperadores acima da lei é total, como assistimos.

Já que para sermos socialistas é fundamental que os governos sejam honestos, o Brasil jamais teria um socialismo como na Suécia porque a honestidade não está enraizada na nossa cultura. O que aprendemos e está no nosso DNA é o tal do “sideibem”.

A esperança, assim, é a tônica desse ano 2019. Mesmo que não seja eleitor, torcer por um Brasil melhor precisa estar na pauta em todas as famílias.

Chegou a hora de todos trabalharem para todos. E não muitos trabalharem para uma elite política corrupta e que se veste de bons moços, mas com o interior 171.

Espero que a corrupção seja dominada. Pelo menos, dominada.

Mas, voltando ao nosso réveillon na Praia.

Os shows foram bons, principalmente porque os músicos escolhidos eram importantes, com bandas da cidade de Niterói como o Colorado Country e a banda Melim, com sucessos que tocam hoje nas rádios e internet. Lulu Santos também foi uma escolha acertada.

Não é questão de gosto, mas achei as escolhas dos artistas do Réveillon de Niterói melhores que as feitas no Rio de Janeiro; que foi a boa escolha do Gilberto Gil, mas optou pela funkeira Ludmilla. Mas, gosto não se discute, não é? O que importa é que Niterói “se deu bem” e o povo ficou feliz. 

O clima era de paz, mesmo com aquela multidão. Vi também excessos aqui e ali. Mas, quer saber? A grande maioria não tem muita educação, mesmo! E isso acontece nos melhores países. Além do mais, eram na maioria os forasteiros que jogavam latas no chão e urinavam nas bancas de jornal e nas paredes dos prédios. 

Eles não são da nossa cidade e por isso estão se lixando por Niterói, literalmente. Os niteroienses não fazem isso com a cidade.

Eles chegam à nossa cidade para esses eventos grandiosos, já que em suas cidades as prefeituras não proporcionam nenhum rojão para comemorar a passagem do ano, se divertem com um show de graça nas areias da praia de Icaraí, sujam tudo. Alguns poucos cometem pequenos delitos e partem de volta para casa gritando palavrões pelas ruas e até ficam agressivos por conta do excesso de álcool misturado à falta de educação.

Tudo revela a falta de opção de diversão em suas cidades de origem. Veja, por exemplo, que São Gonçalo não consegue nem ter o piscinão funcionando por culpa do corrupto governo do Estado, que faliu. A ausência de divertimento é total para os seus sofridos habitantes. Sem parques, sem locais para lazer e com muita violência. É um coquetel de coisas ruins nas vizinhas São Gonçalo, Itaboraí e nas redondezas de Maricá. 

Não sei como, mas tive a sensação de que tinha umas 500 mil pessoas na Praia de Icaraí. Era muita gente tomando o asfalto e as areias. Desde a Estrada Fróes até a Pedra do Índio a massa de pessoas era compacta e impressionante.

Lembrando que o Réveillon na Praia de Icaraí já está no calendário da cidade há muitas décadas. Vale a pena o espetáculo dos fogos e música. É uma festa popular.

Gostei.


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