Diz Jornal - Cultura e Cinema | Documento | Nutrição | Informes | Internet | Edgard Fonseca | Pelo Whats | E! Games | Fernando Mello | Pela Cidade | Em Foco

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores

Tels: (21) 3628-0552 / 9613-8634
Rua Cônsul Francisco Cruz nº 03 - Centro - Niterói/RJ | 24020-270
Email: dizjornal@hotmail.com

PROJETO GRÁFICO - Edgard Fonseca Comunicação Ltda.
TIRAGEM IMPRESSA: 16.000 Exemplares

Newsletter
Receba nossas edições no seu e-mail.

 
 

-----------------
Tnews
Era Bom, Ficou Ruim...

-----------------
Egames
Revivendo Clássicos...

-----------------
Fernando Mello
O Morro e os Encostos...

-----------------
Edgard
Perdendo a Decência da Lucide...

-----------------
Edgard
Nikitikitikeru...

-----------------
Internet
Celular Dobrável...

-----------------
Cultura e Cinema
A modinha que não sai de moda...

Cheque Especial Demais

Quando um amigo meu me disse na semana passada que iria entrar no limite do cheque especial, eu gelei.

Explico: nessas mais de três dezenas de anos na militância da advocacia, foram raros, raríssimos os casos de alguém que não seja assalariado, entrar e conseguir sair do cheque especial com tranqüilidade, já que um profissional liberal somente consegue sucesso em sair dos juros altíssimos do cheque especial ou cartão de crédito quando por alguma sorte ou razão especial recebe um dinheiro extra.

Você enquanto profissional liberal tem liberdade, como o próprio nome faz supor, de trabalhar quando quer. Mas, por outro lado, recebe quando terceiros desejam. É muito ruim entrar no cheque especial ou no rotativo do cartão de crédito quando não se tem a previsão de recebimento em data certa.

Acho que nunca vi alguém sair dessa situação porque os juros são estratosféricos e o parcelamento do débito é uma repetição de tudo isso incidindo juros sobre juros, sendo uma situação paliativa.

A ilegalidade das condutas adotadas pelas Instituições Financeiras praticamente não mais existe depois que o STJ publicou Súmula que afasta a Lei da Usura dos contratos bancários.

Assim, bancos e cartões podem cobrar juros remuneratórios cumulativamente com os juros de mora. A única restrição continua com relação aos juros legais, os chamados de mora, que não poderão ser superiores a 1% ao mês.

Em minha opinião, aí está a causa máxima do alto índice de inadimplência geral. Afinal, os juros muitas vezes atingem 20% ao mês, diante de uma inflação próxima de 5% ao ano.

Não precisa ser economista ou matemático para saber que entrar no cheque especial é um prenúncio de uma aventura bastante perigosa e poderá resultar na inclusão do nome do devedor na Serasa por cinco anos, se a dívida não for quitada.

Mais perigoso ainda, conheço vários casos, é o devedor que pretendendo saldar uma dívida, acaba por fazer outra, e é o chamado “superendividamento”, pois o consumidor faz empréstimo sobre empréstimo, passando a ser considerado/chamado de “superendividado”.

Estudos revelam que a grande maioria dos casos atinge os idosos, inclusive através de empréstimos consignados múltiplos, mas muitos trabalhadores optam por entrar no rotativo do cartão de crédito achando que conseguirá pagar a fatura integralmente no mês seguinte.

Contudo, há chance real de sair do superendividamento. Mas quem se sujeita tem que ter disciplina e estar ciente que a vida mudará para melhor somente num prazo aproximado de 12 meses.

O superendividamento é um acontecimento terrível, já foi tema de um livro muito bom, “Superendividamento do Consumidor. Mínimo Existencial. Casos Concretos”, escrito por Káren R D Bertoncello. Para quem quer se inteirar vale à pena ler já que relatava vários casos reais.

Muitos “mistérios” acontecem com a economia brasileira, entre eles, os juros extorsivos cobrados por cartões de crédito e pelos bancos nos cheque especial. Várias causas são apontadas, como a inadimplência alta, custos e impostos, altíssima taxa de fraude, furtos e roubos de senhas e compras fraudulentas... Enfim, as múltiplas causas acontecem.

Mas a meu ver, muito se justifica na falta de concorrência e na existência de praticamente cinco bancos atuando no varejo brasileiro: Bradesco, Itaú, Santander, CEF e Banco do Brasil.

A sensação que se tem, é de que eles se sentam à mesa e combinam taxas e etc. Mas essa especulação de cartel é apenas uma idéia que às vezes vaga pela minha cabeça.

É uma missão para o futuro ministro da economia, Paulo Guedes. Acontece que ele próprio é acionista do banco Bozano, um renomado banco de investimentos


-----------------
Fernando Mello
O Morro e os Encostos

-----------------
Fernando Mello
Cheque Especial Demais

-----------------
Fernando Mello
Fechar o Supremo Tribunal Federal

-----------------
Fernando Mello
Cabeça Eleitoral

-----------------
Fernando Mello
Celeiro da Corrupção

-----------------
Pela Cidade
Adesão Total...

-----------------
Pela Cidade
Pedro Genn Desiste de Concorre...

-----------------
Pela Cidade
Toda Poesia do Cecchetti...

-----------------
Pela Cidade
Encontro de Corais...

-----------------
Pela Cidade
Chá Feminino de Adesão ...

-----------------
Pela Cidade
Encontro de Apoio...

-----------------
Pela Cidade
Mérito do Repórter...

-----------------
Pela Cidade
Festa da Família Lemos...

-----------------
Pela Cidade
Encontros...

-----------------
Pela Cidade
Lançamento Eleitoral de Suces...
 
Últimas Edições
Rua Cônsul Francisco Cruz nº 03 - Niterói/RJ | (21) 3628-0552 / 9613-8634 | dizjornal@hotmail.com
Creat by EADesigns