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Barcas Invisíveis

Cada vez mais as cidades desenvolvidas espalhadas pelo mundo, sem saber, copiam um exemplo deixado por Niterói: o transporte fluvial. O exemplo foi dado pelo fundador da cidade, Cacique Arariboia e a sua tribo, os Temiminós, que eram notáveis navegadores. Singravam a Baía de Guanabara remando canoas pequenas, porém muito rápidas.

Impressionante a história contada pelo professor Luiz Carlos Lessa na biografia “Araribóia, o cobra da tempestade”. Escreveu o professor que numa manhã de 1567, indignado com uma série de promessas não cumpridas pelo governador Mem de Sá (que vivia empurrando com a barriga), o cacique entrou na sua canoa nas imediações de São Lourenço dos Índios e, em 25 minutos (!) chegou a Ilha do Governador para pedir uma reunião com Mem de Sá. O governador mandou dizer que não podia recebê-lo; Arariboia invadiu o gabinete com uma borduna (porrete indígena para dar bordoadas) na mão. Apavorado e gritando, Mem de Sá teve uma crise de diarréia e evacuou em todo o gabinete. Um espetáculo vexatório, conta o livro.

Além da admirável personalidade do nosso cacique o que impressiona nessa história é a velocidade de sua canoa. Enfim, caro leitor, como escrevi lá em cima, muitas cidades do mundo sem querer copiaram Niterói, menos... A própria Niterói.

A cidade deveria ter uma boa rede de linhas de barcas pelo mar, ligando os bairros e, principalmente, São Gonçalo. Aliás, a ligação Praça XV - São Gonçalo, pensada desde os anos 1950, não saiu porque os empresários de ônibus e os comerciantes não deixam. Até quando a ditadura decretou a fusão do antigo Estado do Rio com a Guanabara, o governador nomeado, almirante Faria Lima, queria fazer uma série de linhas marítimas interligando o Rio (Botafogo - Ilha do Governador, Copacabana – Praça XV, etc.) mas, não conseguiu vencer o cartel dos ônibus e do comércio. Nem a ditadura mandou neles.

Hoje, o que temos em Niterói é uma linha de catamarãs que cobra infames, vergonhosos, absurdos e estratosféricos R$ 16,90 pela passagem (Praça XV – Charitas) e alguns políticos queriam que a concessionária que explora a linha usasse catamarãs sociais com a passagem muito mais barata. E até conseguiram.

A linha Catamarã Social em Charitas foi aprovada pela Alerj, mas o governador Pezão, num movimento esquisito, vetou integralmente a Lei.

Contudo, em fins de junho, a Alerj derrubou o veto do governador Pezão e a tarifa poderá sem implantada em breve.

O plano de linhas de barcas que chegou a ser desenhado pelo governo do Estado em 1976, mas naufragou. 

Se tivessem adotado as várias linhas possíveis, a população de Niterói e São Gonçalo poderia imaginar o conforto que seria sair de Itaipu ou de Neves para o Rio de Janeiro, usando um transporte silencioso e seguro.

Porém, essas idéias sofrem nas mãos desses políticos que privilegiam poucos em detrimento de uma vida melhor para muitos.

Assim, ao invés de copiar a si própria e seu cacique fundador, Niterói continua refém de ideais estranhos, como os das empresas de ônibus, bancos e comércio em geral. Isso tudo sem ao menos raciocinar: ninguém vem ao Centro porque o trânsito é insuportável.

E o trânsito seria o primeiro beneficiado, permitindo ao cidadão se deslocar mais rapidamente, o que pode revitalizar o Centro e outros bairros da cidade, inclusive com maiores ganhos econômicos. 

 

Isso sim é mobilidade.


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