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Um 2017 Tipicamente Brasileiro

Ok, tudo bem! O ano 2017 foi ruim e tipicamente brasileiro. Destaco aqui os cinco que mais “deram gás” a esse tipo de Brasil.

Lava-jato e outras operações prenderam mais delatores do que delatados.

Pois é. Apesar da Lava-jato ter levado para prisão muitos corruptos, concluí que quem ficou mal perante os juízes foram os delatores. Gilmar Mendes também teve destaque neste ano de 2017. Destaque negativo pela falta de independência, sobriedade e muita cara de pau ao julgar amigos e soltar criminosos confessos. Presos importantes foram mantidos atrás das grades como Eduardo Cunha, por exemplo. Com mérito, a Lava-jato ainda vai devolver aos cofres públicos e à Petrobras, bilhões de reais.

Reforma da Previdência: balcão de negócios

Como não poderia deixar de ser, Temer tentou a reforma da Previdência em 2017. Mas, está pecando em não dar o exemplo, não reduzindo o tamanho do Estado, o custo com as desonerações. Temer não lutou contra os super salários acima do teto constitucional e etc. Dessa forma, os bandidos do congresso atacaram a reforma com apoio popular, claro.

Judiciário perdeu apoio da população

Não bastaram o desequilíbrio e o ódio do Rodrigo Janot. Estranhamente, Aécio Neves saiu da confortável prisão domiciliar pela porta da frente, com passos firmes, cheio de moral; a ministra Carmem Lúcia enfraqueceu o STF no episódio Aécio. Gilmar Mendes soltou muitos amigos. O juiz Bretas não engoliu o comentário sobre sua família proveniente de Sérgio Cabral em audiência, mandou transferi-lo para um presídio federal, mas sua decisão também não foi aceita por Gilmar Mendes, atual ”amigo” nº 1 do povo do Estado do Rio; 

Obras da Prefeitura de Niterói na R.O. não são unânimes 

O Túnel que liga Charitas ao Cafubá ficou ótimo. Mas, sem o catamarã social o túnel perde a serventia de quem usa transporte público. Quem vai pagar os R$ 16,00(!!!) pela passagem do catamarã que liga Charitas a Praça 15? Todos passam por sacrifício com as obras que ficaram caras demais, além de mal administradas com as vias estreitas. Bola fora da prefeitura

Ex-governador e cúpula da ALERJ em presídios

A certeza da impunidade fez de Cabral um insano corrupto e que não vislumbrou limites. O resultado está aí. Até o momento do fechamento deste artigo, Cabral já soma 84 anos de prisão. Sua santa esposa cumpre pena sendo transportada do presídio para prisão domiciliar, já que sua prisão domiciliar vive sendo revogada.

O brasileiro menos solidário

Uma pena, mas o brasileiro se transformou num povo menos solidário, mais violento e sem perspectivas. É o reflexo confuso dos exemplos vindos da Lava Jato e outras operações. Um povo sem esperanças, descrente nas leis e que não vai brigar por mais nada na vida. Quieto, acuado num canto qualquer, o brasileiro reclama, mas não luta, já que está definitivamente preso em sua tela de celular recebendo mensagens inúteis das redes sociais.

Tenho certeza de que se não houvesse o smartphone no mundo o povo brasileiro já teria marchado com armas até Brasília e tomado o poder a força desses supostos representantes.

A violência aumentou

O povo de bem não está armado porque gentilmente entregou suas armas numa campanha que só desarmou os bons. A bandidagem restou livre, leve e solta. Vários lugares do Rio de Janeiro já são governados por milícias e facções criminosas. E segundo o Instituto de Segurança Pública, Niterói está mais violenta do que Duque de Caixas, na baixada. Lamentável...


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