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Geração Floco de Neve

Não sei se o antropólogo e conterrâneo Roberto DaMatta já abordou esse novo comportamento, mas a Geração “Floco de Neve” está aí dando as caras e dando tapas em toda a sociedade. 

A sociedade atual está exibida nas redes sociais com a “parceria” de pais impotentes, ausentes, ou super protetores e intolerantes. Esses pais trataram seus filhos como reizinhos desde o início dos anos 2000 e agora o resultado está sentido por todas as gerações anteriores.

O pessoal da Geração Floco de Neve cresceu almoçando na cama de seu quartinho na casa dos pais achando que o mundo não poderia mudar sem a sua anuência. Essa sensação de prepotência totalitária foi se expandindo de tal maneira que atingiu não só as vontades; atingiu também o  comportamento.

É uma geração que diz se ofender por tudo que é diferente, mesmo que, desinformada que é - não lê bons livros, jornais e revistas informativas mantendo o seu espelho, o WhatsApp como referência - não saiba o que é e o que não é diferente. 

Muitos sintomas dessa geração levam ao arcaico, velho e fascista “politicamente correto”.

Uma pessoa GFN (Geração Floco de Neve) vive se sentindo ofendida porque gente de outras gerações pensa diferente. Como escreveu o filósofo paulistano Luiz Felipe Pondé, o politicamente correto é a base do nazi fascismo que assassinava quem pensasse diferente dos seus líderes. Para ele, e politicamente correto tenta mostrar que “a vida é basicamente infeliz, as mulheres gostam mesmo é de homem que tem dinheiro, o aeroporto se tornou um churrasco na laje e o mundo corre o risco de se tornar brega.” 

O fato é que a GFN nunca foi contrariada quando crianças e trazem consigo uma necessidade de encontrar algo diferente para, enfim, se sentirem ofendidos. E partem para o ataque de quem tem uma opinião diferente, mesmo alienada e desinformada.

O fenômeno aconteceu de forma discreta e num crescimento lento. Com o avanço das redes sociais, como o Facebook, o pessoal GFN passou a formatar um comportamento interessante: procura e inferniza que tem um pensamento diferente do seu.

Recentemente, numa dessas redes sociais, alguém reclamou que havia um ciclista pedalando na pista dos veículos dentro do novo túnel de Niterói, em Charitas, que tem ciclovia. Houve um imediato debate com mais de 500 mensagens e resolvi ler. Uma pessoa começou a xingar os outros e “gritou” que todos deveriam usar bicicletas e quem usa carro está errado e etc. Os defensores do uso dos carros, alegando conforto e a liberdade de escolher a forma que quiserem para se deslocar foram imediatamente “linchados” pelo cidadão ciclista totalmente alterado e fóbico porque a maioria estava contra o uso do túnel por bicicletas, arriscando a própria vida entre os carros. 

Nada adiantou. O fascistóide defensor das bicicletas, por fim, escreveu em caixa alta que a bicicleta dele valia mais que um carro... Ah! Um Floco de Neve legítimo.

As redes sociais viraram um oceano de amarguras, reclamações, falta de liberdade de opinião e com posições de pessoas  exacerbadamente sensíveis e que reclamam de tudo que não conseguem entender. O Facebook, principalmente, está inchado de gente que expõe as suas decepções existenciais, culpando o outro, é claro. Sejam as supostas decepções amorosas, políticas, do seu trabalho e familiares... 

Não seria melhor procurar ajuda profissional do que ficar brigando nas redes sociais? Seria sim, mas para eles a culpa é sempre dos outros.

Tudo que se falava a 10, 15 ou 20 anos atrás é motivo de xingamentos por parte da geração Floco de Neve. Os sensíveis extraordinários vomitam ódio até dos antigos humoristas que arrancavam lágrimas de alegria de todos; hoje são motivo de reação cheia de ódio, como se o mundo tivesse perdido a graça.

O mundo imaginado por essa geração Floco de Neve deve ser cinza.

Imaginei um Floquinho assistindo uma peça do Costinha ou vendo o Chico Anísio representando um dos seus personagens gays. Era muito engraçado e nem por isso deve ser tratado como homofobia. Até porque o Chico Anísio sempre foi um defensor dos gays. O que ele fazia mesmo é distrair as pessoas. Sem essa maldade e sensibilidade demasiada de hoje. Imagino, pior ainda, eles assistindo ao filme “Gaiola das Loucas” de Edouard Molinaro com o impagável e saudoso Ugo Tognazzi no papel principal. Os cinemas vinham abaixo de tanta gargalhada, mas foi em 1978. Hoje, Gaiola e elenco seriam condenados e executados em praça pública pelo politicamente correto.

A geração Floco de Neve precisa ser alertada por mentes mais livres e sem culpas. Deve entender que a liberdade é muito maior do que o seu mundinho cheio de regras e, desculpem, “viadagenzinhas”. Coitados... Por causa da desinformação vivem numa ditadura que reside dentro deles mesmos tentando manipular tudo e todos. 

Xô mundo cinza! Viva o respeito à liberdade!


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