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Rock ou Rocinha?

Rocinha ou Rock in Rio? Coisa ruim ou coisa boa? Escrever o que?

Comentar a bandidagem criando um Estado, um poder paralelo um pouco mais bandido que o Estado do Rio de Janeiro?

Os traficantes, comandados à distância por um condenado cumprindo pena num presídio de segurança máxima a milhares de quilômetros de distância, resolveram utilizar técnicas de grupos terroristas que usam a população como escudo. O famoso escudo humano que tomou contornos reais recentemente em terras tupiniquins, que eu me lembre, foi incrementado nas guerras do Afeganistão, Iraque,  Croácia, Sérvia e etc. Com dezenas de milhares de vítimas.

Os traficantes se escondem nos morros até por uma estratégia de guerra urbana: do alto eles conseguem controlar os acessos com mais facilidade. Portanto, nessa loucura toda de tentativa de poder entre bandidos, fica a sociedade honesta e angustiada servindo de escudo.

O governo Estado do Rio, entulhado de cafajestes, corruptos, irresponsáveis e verdadeiros políticos nefastos sociais (porque sintetizam tudo de ruim que um ser humano tem em si mesmos), teve que se virar, ajoelhando-se nas rampas palacianas do “Detrito Federal”, implorando por socorro financeiro, claro.

O Estado do Rio se transformou no Estado da vergonha. Nós, fluminenses, não merecemos mais essa, desculpem a palavra, porcaria de governo. Mas escolhemos isso mesmo. Democraticamente. Vejam quem foram os governantes do RJ de 1979, até hoje, um sucedendo o outro, sem folego. Chagas Freitas (eleição feita pela Alerj), o restante pelo voto direto: Leonel Brizola (duas vezes), Moreira Franco, Nilo Batista, Marcello Alencar, Anthony Garotinho, Benedita da Silva, Rosinha Garotinho, Sergio Cabral (duas vezes), Luiz Fernando Pezão (duas vezes, lembrem-se que ele substituiu Cabral, quando renunciou em abril/2014).

Em sua coluna no Globo, o cineasta Cacá Diegues foi muito feliz ao escrever que o Rio do traficante Nem é o mesmo que abriga em sua história o Cartola. Ou seja, por mais que cuspam balas, bombas e provoquem o terror, o que vi nos últimos fins de semana aqui em Niterói foi comovente. Dezenas e dezenas de ônibus de excursão levando pessoas de todas as idades para o Rock in Rio.

Fui ao festival dois dias seguidos e fiquei encantado com o astral de todo mundo, passando a impressão que aquela festa mostrava que o Rio de Janeiro mantém um pacto histórico com a cultura, com o entretenimento. Parecia uma redoma a prova de medo e trevas. Milhares de pessoas, adolescentes, jovens, adultos e muita gente da terceira idade sem registrarem qualquer confusão. Nenhum bêbado, ninguém pagando mico.

Saí de lá pensando: o Rio é maior do que suas mazelas, mas esse mesmo Rio sabe que essas mazelas precisam ser extirpadas com urgência em nome da qualidade de todas as gerações e em prol de sua própria sobrevivência. E os políticos só tomam providências radicais quando a sobrevivência deles está em risco. Niterói está na mesma situação, com a vantagem de que os niteroienses são muito mais bairristas e apaixonados por sua cidade. Por isso, quando pisam no calo dele, o cidadão daqui reage forte.

Todos nós sabemos que não é só polícia que resolve. Em minha modesta opinião, ainda há (pouco) tempo para o Estado do Rio fazer um programa de controle da natalidade em todos os níveis sociais. Quem vive nas comunidades sabe que muitos traficantes obrigam as adolescentes a engravidarem de comparsas seus, visando ampliar o contingente do tráfico. Em muitos casos, os chefes simplesmente roubam as meninas de suas casas e nunca mais devolvem. Elas servem de escravas sexuais e reprodutoras de novas gerações de bandidos.

O controle da natalidade vai atender também as demandas do Estado. Não há quantidade de escolas, hospitais, metrô, trem, uma gama enorme de serviços que resista a explosão demográfica que a Região Metropolitana do Rio registra há anos. Se a população da Rocinha chegou a impressionante 60 mil pessoas, a Barra da Tijuca também incha a olhos vistos. Para lá, e também para São Conrado, Recreio dos Bandeirantes, migram a nova classe média alta nascida na Baixada Fluminense, interior do Estado e dos subúrbios. Graças a especulação imobiliária descontrolada, que corrompe a tudo e a todos, o Rio não para de inchar e o governante que tiver a coragem política de fazer o controle da natalidade em médio prazo será reconhecido. Isso se não for assassinado em poucos meses, já que controlar a natalidade significa contrariar os interesses de maus religiosos que querem mais que o “rebanho” exploda e os políticos de bica d’água, que negociam miséria na maior cara de pau.

Em Niterói não é diferente. A Região Oceânica é um exemplo. O paliteiro de espigões que assola Santa Rosa, Ingá, Icaraí Boa Viagem também não. Isso sem falarmos das favelas, que crescem, crescem, crescem.

Fundamental chutar o baixo astral, mas só isso não basta.


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