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Um Cão de Guarda Solitário

A grande maioria das pessoas gostaria de ter um cão de guarda, muito feroz e desaforado, para ter proteção e realizar seus desejos de afrontar e desafiar seus adversários; e protestar contra tudo que os incomoda. Entretanto, se depender de apoiar o “Cão de Guarda”, esta função é negada e nem ao menos publicamente concordam com o Cão Feroz. Querem os benefícios, mas não querem se comprometer. Isso é uma metáfora para exemplificar o que acontece cotidianamente. 

Quando nós jornalisticamente nos insurgimos contra autoridades, que prevaricam ou negligenciam suas funções, este grande contingente vibra, pessoalmente nos aplaude em particular e pedem mais, como uma espécie de fúria justiceira. Mas, se algo for necessário para nos abastecer de prestígio e apoio, ficamos inteiramente isolados. Ninguém quer mostrar para autoridades que são contra elas. Muito pelo contrário. Em suas presenças dão sorrisinhos de aeromoças e tapinhas nas costas. Muita gente chega a ter “orgasmos vingativos” quando nós tomamos atitudes que confrontam e acuam autoridades. Quando nos encontram pessoalmente fazem discursos delirantes como se fizessem parte daquele “ataque pela legalidade”. Todos gostam do “Cão Feroz”, mas são incapazes de externar o apoio.

Muita gente imagina que um jornal de oposição seja uma instituição pública, que todos desejam se beneficiar de suas vantagens, mas nada fazem para ajudar a manter a “arma de guerra redentora”. 

Imaginam que vivemos de vento e ideais, não reconhecendo as mínimas necessidades da sobrevivência desta pequena empresa, que paga aluguel, impostos, salários, provedores, internet e telefones, além das contas básicas de energia e água!

No final do ano passado fui chamado por um empresário desta cidade para termos uma conversa “útil para ambos”. Quando lá cheguei ouvi a seguinte declaração: “nós elegemos você para ser nosso porta-voz. Você é o único com coragem e determinação para fazermos uma grande campanha pela moral e ética, a partir deste município, para o Estado e quem sabe até, nacionalmente! O nosso grupo de empresários sérios quer que você utilize o seu jornal para ser a nossa voz de indignação!”

Eu ponderei inicialmente, qual seria a contra partida de apoio. Ele simplesmente me respondeu que eu é iria apoiá-los! 

Indignado lhe disse: “este seu grupo, que inclusive se reúne num Clube de Serviços de muito prestígio, tem muitos empresários, principalmente comerciantes dominantes desta cidade. Curiosamente, nenhum deles, em tempo algum, anunciou no nosso jornal; inclusive estamos no período natalino e vocês poderiam anunciar seus produtos de venda num momento tão oportuno. Afinal, uma parceria se faz com manutenção e apoio logístico.”

“Insisti:” temos uma arma de guerra, que gasta muito para se defender, inclusive judicialmente, além de sofrer todo tipo de ataques e perseguições. Tudo isso onera e penaliza a nossa empresa limpa e verdadeira. Também precisamos de apoio para sobreviver. Tudo que vocês constatam como produtivo custa dinheiro e muito trabalho. Não é fácil resistir, lutando contra poderosos e impiedosos adversários, para não dizer inimigos.

Ele se encolheu todo. Disse que passava por apertos financeiros neste mercado incerto, exatamente pelo mau procedimento dos governantes. Que ele não poderia gastar nada e que contava com a minha compreensão para tirar a todos desta situação. 

Eu, para encerrar aquela conversa esquizóide, disse-lhe: vocês não precisam de um jornalista combativo. Precisam de um mártir, que vá sacrificar-se para vocês se abastecerem de benefícios, vinganças e respeito gratuito. No final, no pós guerra, irão me dar um pontapé na bunda, como num cachorro sarnento, esquálido, faminto e inútil; pois o Cão Feroz, exposto às intempéries e crueldades da guerra já não terá dentes e desejo de viver. 

Este é o perfil daqueles que só pensam em “seus botões”, e seus padre-nossos vão apenas até “venha a nós”, e ao Vosso Reino, o diabo que nos carregue!


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