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Mas, O Que É Isso?

Fico me perguntando se o Ministério Público não teria outra forma de ação, para agir independente de ser provocado. Quando um crime de racismo é cometido e se torna público, ainda assim é necessário que a parte ofendida tenha prestado queixa numa delegacia para que os trâmites legais ocorram.

Pois é... Não é a primeira vez, e certamente não será a última, principalmente pela impunidade habitual.

No carnaval passado um guarda municipal foi agredido com expressões duramente racistas por fazer o seu trabalho, impedindo o estacionamento em local proibido. Com manobras de poder o guarda foi posto no canto e desistiu de uma ação reparatória que moveria contra a senhora Barbara Siqueira, chefe de gabinete do prefeito de Niterói, que aos berros disse tudo que não se diz a qualquer pessoa, cometendo todo tipo de crime de racismo, exibindo-se como “poderosa”. 

Agora neste final de ano, no dia do Réveillon, promovido pela prefeitura, com requintes discutíveis, como utilização de área pública transformada em área exclusiva e dita Vip, a senhora Barbara Siqueira resolveu, no alto da sua prepotência, adentrar na tal área Vip com um grupo de pessoas. Havia uma exigência da própria prefeitura, através da Neltur, que o acesso a este espaço só seria permitido a pessoas portadoras de uma pulseira distribuída pelos os organizadores da festa. Ela, sem qualquer cerimônia, insistiu em entrar no local sem as pulseiras referidas. O segurança, fazendo condignamente e educadamente o seu trabalho, fez esta referência, negando o acesso do grupo. Foi o bastante para o destempero emocional convulsivo e a funcionária graduada partiu com os seus impropérios de praxe. Disse ao segurança tudo que não se deve dizer a ninguém, principalmente desqualificando a pessoa por ser de raça negra. Disse o que quis e mais alguma coisa. Um filho de alto funcionário da Neltur, de boa vontade e tentando esfriar os ânimos interferiu dizendo em defesa do segurança, que ele estava apenas fazendo o trabalho dele. Foi o bastante para apoplética e violenta senhora dá-lhe uma sonora bofetada no rosto, mostrando a ausência de limites, inclusive do seu grau de imprudência.

Ela no seu autoritarismo desenfreado desconsidera qualquer regra social de bom senso. Dá na cara dos outros sem pudor, o que denota um flagrante desequilíbrio emocional e carência de contenção.

Como se pode imaginar, uma funcionária que está num lugar que é de organização, cordialidade e senso diplomático, ter atitudes tão desproporcionais aos fatos, denotando beligerância, despreparo e total incompetência para função? Como?

É este o perfil do staf direto e mais próximo do prefeito? Trouxeram estes maus modos de onde? Que hábitos urbanos têm essas pessoas, que talvez olhando pelo retrovisor tenham horror da própria origem? Talvez se explique tanto ódio e confronto com funcionários subalternos. Memórias? Que tipo de aprendizado é este, e que desafio às leis, que pratica crimes de racismo, reincidentemente?

Aí, as pessoas vão se perguntar: o que fez o prefeito nesses dois episódios? Nada! E porque razão? Engole em seco tais desmandos e ofensas à pessoa humana, degradando inclusive a imagem do município, Que tipo de informações detém esta bárbara senhora que impede que o chefe do executivo tome qualquer atitude, mostrando-se impotente e submisso diante de tais ações? Que proximidade é esta que impede a sua exoneração? Está claro e explícito a inadequação dessa senhora para função que exerce. Fico imaginando esta pessoa de dedo em riste, com seus gritos habituais encurralando o prefeito. Mas o que é isso? Decomposição da autoridade estabelecida, ou compadrio suburbano mal resolvido?

Como munícipe me sinto envergonhado. Que coisa feia...


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