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Retrocesso no Combate ao HIV-AIDS

O Movimento Nacional de Luta Contra a AIDS repudia o Decreto Nº 9.795, de 17 de maio de 2019, que modifica a estrutura do Ministério da Saúde, onde o Departamento de IST, AIDS e Hepatites Virais passa se chamar ¨ Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis.  Até aí, seria mera mudança de nomenclatura, e segundo fontes governo, nada mudará.

Entretanto, o Movimento denuncia que por trás dessas aparentes mudanças estruturais, encaminha-se o desmonte do Programa da AIDS, que é um dos mais bem sucedidos e importantes programas em todo mundo.

O Brasil mantém rigorosos processos de contenção da doença, embora ainda morram em média 12 mil pessoas por ano em todo país, especialmente as mais pobres e sem instrução. Apesar deste número vultoso, sem os atuais programas existentes a realidade das baixas seria muitas vezes maior, como acontece em outros países sem a mesma proteção estatal. 

O Brasil ainda mantém exitosos programas de informação e prevenção sobre HIV-AIDS, que proporciona a inversão do crescimento da doença, além de economia objetiva nas verbas da Saúde. Até aqui, o Brasil manteve um maravilhoso programa de assistência, fornecendo a todos, indiscriminadamente, remédios eficazes, e assistência, que possibilitam melhores condições de vida para a população infectada.

Apesar destes elogios, ainda temos muito a caminhar socialmente, principalmente no que diz respeito à informação sobre o tema, que é complexo e vasto, e ainda é visto com muitos preconceitos; na sua maioria, por informações destorcidas e cruéis. Equivocadamente o HIV e AIDS, que são diferentes na natureza e estágio da enfermidade, são vistas sob prismas morais, condenatórios e punitivos, como ser contagiado pelo vírus do HIV, fosse uma degeneração moral,

 Atualmente se sabe que o contágio pode acontecer a qualquer um, independente da orientação sexual, embora na estatística os casos entre homossexuais e bissexuais estejam em torno de 57%.   Existem milhares de heterossexuais infectados com HIV (37,5%), o que não significa que tenham AIDS. A população infectada no Brasil, no ano de 2019 já ultrapassa 375 mil pessoas.

Uma coisa é e ser infectado com HIV e outra é desenvolver a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, que é a AIDS. Um paciente infectado com HIV, tomando a medicação correta (Existem mais de 20 combinações diferentes) faz o vírus se recolher de tal forma que não aparece nos exames, e é considerado “indetectável” que é o mesmo que “intransmissível”. Nesse estágio, sob controle, não transmite, nem por via sexual. Embora, o melhor e mais prudente seja que todos, absolutamente todos, devam fazer sexo seguro, usando preservativos. É preciso entender que o vírus só pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno. A desinformação e o preconceito resistente fazem com que pessoas, até de nível superior e razoável cultura, sequer pronuncie a palavra AIDS, referindo-se como ”a maldita”. Muitas mulheres casadas foram infectadas por maridos, e vice versa, que também desconheciam estar infectados.

Na atual circunstância das pesquisas, incluindo as brasileiras, estamos muito próximos de encontrar a cura definitiva. O maior problema na atualidade dos infectados é estarem usando medicação contínua, que não é diferente de outras doenças que também obrigam o uso continuado dos medicamentos. Como qualquer droga de uso constante sobrecarrega o paciente, em diferentes níveis colaterais, com maior enfoque nos rins e o fígado. Daí a recomendação medica de que os usuários mantenham-se resguardados do uso abusivo de álcool e outras substância tóxicas. O paciente “indetectável- intransmissível” leva vida normal, e muita gente nessa condição apresenta aparência mais saudável do que pessoas não contaminadas. O paciente “indetectável esclarecido” cuida melhor da saúde, se poupa de excessos e pratica esportes e atividades físicas. Este comportamento beneficia muito a preservação da saúde e com acompanhamento médico, certamente vai viver muitos mais do que muita gente. Para essas pessoas o IHV, já não é o maior problema. A angústia maior vem das relações sociais, onde são obrigados a esconder a condição, temendo a discriminação e rejeição de muitos. 

A sociedade brasileira, ainda que se diga esclarecida, desconhece a mecânica de contaminação. O vírus não sobrevive em ambiente externo, Ao entrar em contato com o oxigênio o vírus perece. A transmissão acontece por via sexual, com penetração sem preservativo. As demais práticas, como beijos e sexo oral, dificilmente transmitem, a menos que haja na cavidade bucal áreas traumatizadas, laceradas, e que propiciem a invasão do vírus na corrente sanguínea. Pode também acontecer à transmissão por transfusões de sangue contaminado (ainda é possível!), e compartilhamento de seringas. (neste caso, usuários de drogas injetáveis). 

Agora, nesse estágio que nos encontramos, o grande prejuízo está na confusão que esta medida vinda do decreto vai causar. São muitas questões sensíveis nesta ação do programa, que vai da abordagem, a seletividade dos tratamentos, alguns mais complexos e outros mais simples, mas, há que se ter uma atenção individualizada e específica. Não dá para misturar todas as doenças transmissíveis numa mesma abordagem e ação. Será um desastre para a Nação se o governo Federal, através do ministério da Saúde, reduzir, desmontar, confundir, subestimar ou “contigenciar” despesas, reduzindo ou acabando com a distribuição gratuita dos medicamentos. Será um verdadeiro genocídio, considerando que a maior parte dos infectados são pobres, negros, desvalidos de toda proteção sociais, e ignorantes dos próprios direitos. Estas populações têm baixa escolaridade, sem ocupação definida e baixa capacidade de reação à própria condição. Será desumano, perverso e irresponsável. Não se pode, a partir de dogmas religiosos, preceitos brancos e conservadores, colocar tudo no mesmo “saco”, desprezando e tendo o intuito punitivo, por falsa moral e desprezo pela vida humana. Essas pessoas precisam e devem ser acolhidas, e não exterminadas pela intolerância conservadora, como restos de uma subumanidade.

Este governo vai errar e se condenar ao ultraje público por suas práticas em busca de eugenia e “ímpetos saneadoras”, considerando que uma distorção social que conduz a pobreza e a falta de horizontes, é resultante de uma sub-raça que em nada contribui para a Nação que eles imaginam.

Vamos vigiar este ministério da Saúde. Se há intenção de destruir um dos mais exitosos programas de saúde da Nação Brasileira, devemos combater aguerridos, e desfazer esta trama perversa. Pelo bem do povo brasileiro deveremos denunciar cada passo e ação.


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