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Desproteção: Os Riscos Contra Desconhecidos

Diz-se popularmente, baseado em textos religiosos, que “o demônio só entra em sua casa se você o convidar a entrar”. Existe uma máxima que também afirma que “todo mal acontece quando você se desprotege”. Ou seja: flertar com o perigo é a maneira mais fácil de sofrer todo tipo de acidentes e malefícios. Todas as vezes que tomamos conhecimento de um fato trágico, nos compadecemos e tantas vezes nos horrorizamos mas, esquecemos de entender os fundamentos que criaram as condições apropriadas para adversidade. Não se trata de co-responsabilizar a vítima pelo fato negativo; mas, invariavelmente, salvo casos raros, a vítima é também parte do enredo que levou ao infeliz acontecimento.

Até mesmo um acidente automobilístico, que na cena do fato, aparentemente leva a crer numa fatalidade, quando se busca os fundamentos do fato, geralmente encontramos razões lógicas que conduziram ao sinistro. Ou o motorista costumava dirigir perigosamente, sempre correndo demais, ou dirigia com desatenção, usando celulares olhando mensagens ou até mesmo jogando no telefone; ou ainda descuidava da manutenção do veículo, com pneus, suspensão e freios avariados, etc. É como nos relacionamentos, onde a responsabilidade é sempre das duas partes.

Com o evento da internet, com as Redes Sociais e sites de relacionamentos, abriu-se um vasto campo para a comunicação humana, mas, a reboque trouxe todo tipo de mau feitores, golpistas, estelionatários e ainda os psicopatas, que em grande parte são violentos.

A princípio, todas as pessoas se julgam suficientemente capazes de tomar conta de si mesma, que possuem meios de defesa, tanto intelectual, como os mecanismos de auto proteção para não serem enganadas e atraídas para armadilhas diversas. Em tese, é assim mesmo. Entretanto, o comportamento o humano é mais ou menos repetitivo. A partir de uso continuado de rotinas, elas se tornam maleáveis e permissivas, considerando a confiança nos manejos de situações de riscos. É nesses momentos é que entram as falhas de segurança, e os males, mais perversos acontecem.

Quem disse que estamos permanentemente vigilantes e afetivamente compensados, para não sofrermos de fragilidades circunstanciais, mas, perigosas: um momento singular de carência afetiva, somada a algumas doses de álcool reduzem significativamente a nossa capacidade de prevenção aos riscos, e dependendo do grau da situação nos desprotegemos em níveis inimagináveis.

Apesar dos inúmeros casos de abusos sexuais, de estelionato, agressões físicas (muitas delas graves), e até mesmo assassinatos, ainda assim, muita gente se desprotege e estabelece vínculos e relacionamentos pela internet com desconhecidos, e que muitas vezes conseguem êxito em suas ações nefastas pela confiança estabelecida através de meses de contato, meramente via internet. Grande parte desses relacionamentos levianos funcionam puramente via internet, onde é possível e relativamente fácil construir identidades e perfis falsos. É, numa analogia, como conversar com um espírito incorporado num médium, numa sessão espírita: qual é a garantia que aquele “espírito” que conversa mansamente não é um “espírito do mal”.

Nesses relacionamentos virtuais trapaceiros, quanto mais romanceados forem os textos, cheios de poesia e afeto, mais distante fica a verdade. A grande maioria dessas relações não são feitos contatos telefônicos ou apresentados endereços aferíveis. Via internet tudo é possível: usar um perfil num Facebook de alguém que já não o utiliza, ou mesmo já morreu, e nenhum familiar apagou. Daí, é possível criar um falso enredo, com falsos parentes e amigos, estabelecendo credibilidade e riscos reais.

Na madrugada de sábado (16/2), a empresária e paisagista Elaine Caparróz, de 55 anos, recebeu em sua casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o estudante de direito Vinícius Batista Serra, de 27 anos, que “conhecia” virtualmente há aproximadamente oito meses. Era um primeiro encontro, resultado dessa relação virtual. Ainda não se esclareceram objetivamente quais foram as razões, mas, ela foi brutalmente espancada por quatro horas, e se não fosse a intervenção de um segurança, certamente teria morrido pela brutalidade de um homem jovem, forte e praticante de jiu-jítsu. A paisagista se defendeu o quanto foi possível e gritava por socorro. Funcionários do condomínio tentaram intervir, mas o estudante estava enfurecido e dizia: "entra então aqui para você ver o que acontece"! Após a chegada da polícia, o agressor foi preso, e declarou de forma simplista, que bebeu uma taça de vinho, dormiu e quando acordou, “surtou”. A vítima ficou com rosto inteiramente desfigurado e foi internada sob cuidados intensivos. A agressão foi muito grave e perversa.

Ela é viúva de Ryan Gracie, da família dos famosos irmãos Gracie, tio de Kyra Gracie, e mãe do também lutador Rayron Gracie, que mora na Europa.

Se Elaine Caparróz soubesse os antecedentes do agressor, jamais teria sofrido a agressão. Ele é acusado pelo próprio pai de tê-lo agredido, junto com o outro filho que é deficiente físico, numa contenda familiar; onde envolvia uma acusação contra ele de ter subtraído 1.200 reais pertencentes ao pai. Vinícius Serra está preso indeterminadamente enquanto transcorre o processo qualificado como “femenicídio”, onde fatalmente será condenado.                                                                                                                                 Este caso de agressão no primeiro encontro é um exemplo muito significativo e exemplar. A vítima não teve a oportunidade de conhecer melhor o par, ter tido uma conversa onde pudesse identificar melhor a pessoa. Se tivesse marcado este primeiro encontro num lugar público, numa praça de alimentação de um shopping, por exemplo, poderia investigar melhor com quem estaria tratando e inibiria uma agressão covarde como esta ocorrida. Um primeiro contato pessoal em lugar público é fundamental para sentir a pessoa com quem está se pretendendo ter um relacionamento. Até porque existem necessidades de medir o pulso dessa relação, que ainda que seja bem possível, devemos considerar as diferenças de maturidade e situação social, de uma mulher de 55 anos, uma profissional estabelecida, com um jovem de 27 anos, estudante e estagiário de um escritório. Não se trata de querer responsabilizar a vítima, mas, ela se desprotegeu, permitindo o acesso de um desconhecido, que ao chegar à sua portaria mentiu se apresentando com outro nome. Somente este sinal, já caracteriza o caráter ladino, e o clássico perfil de um perverso. E pessoas perversas enganam sempre, são envolventes e sedutoras. A perversão é um desvio psiquiátrico sério e muito perigoso. Tem caráter bárbaro, polimorfo e pulsional de uma sexualidade infantil. Nunca se sabe até onde irão estas ações doentias. Eles se apresentam de uma forma e agem de outra. Não aceitam ser contrariados e não toleram recusas. Ao iniciar uma ação o perverso não aceita outra forma diversa. Querem a satisfação dos seus instintos e se contrariados ficam imediatamente agressivos. Ficar num apartamento a sós com um indivíduo perverso é tentar a sorte, pois o azar já é certo.

Recentemente foi deflagrada a Operação Don Juan em São Paulo. Prenderam uma quadrilha composta de nigerianos e brasileiras. Agiam seduzindo mulheres, e aplicando golpes de montantes diversos. Esta quadrilha já havia lesado várias mulheres e os prejuízos chegam a três milhões de reais.  Parece incrível, mas, a estória é sempre a mesma, com pequenas adaptações a cada vítima; mas o escopo é o mesmo.

São sempre “homens bem sucedidos”, de excelente condição financeira, que se apresentam como solitários, viúvos, ou solteiros dedicados apenas ao trabalho. Apresentam-se como militares de altas patentes nos “seus países”, e que geralmente herdaram bens de família. Montam a cena falsa, com documentos e escrituras, e geralmente dizem que vão deixar estes bens aos cuidados da vítima, como uma sedução e garantia, para posteriores pedidos de transferência de altas importâncias, pois precisam vir ao Brasil, mas o seu capital está todo investido em operações que não podem dispor do dinheiro imediatamente para não prejudicar os lucros. Estas mulheres, encantadas e ávidas de encontrarem este “príncipe rico”, acabam fazendo o depósito, e de importâncias altas. Após o depósito ser sacado eles somem imediatamente sem deixar rastros. O mais curioso é que estes golpes levam meses operando ações afetivas, declarações de amor e promessas de um futuro promissor, estável e duradouro. Ainda, mais curioso, é que na maioria são mulheres de formação superior, intelectualmente plenas, de boas condições econômicas e financeiras. Mas, são vítimas fáceis por auto desproteção e carências afetivas. E essas histórias se repetem todos os dias e sempre existe uma mulher desprotegida e fácil de enganar.


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