Diz Jornal - Cultura e Cinema | Documento | Nutrição | Informes | Internet | Edgard Fonseca | Pelo Whats | E! Games | Fernando Mello | Pela Cidade | Em Foco

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores

Tels: (21) 3628-0552 / 9613-8634
Rua Cônsul Francisco Cruz nº 03 - Centro - Niterói/RJ | 24020-270
Email: dizjornal@hotmail.com

PROJETO GRÁFICO - Edgard Fonseca Comunicação Ltda.
TIRAGEM IMPRESSA: 16.000 Exemplares

Newsletter
Receba nossas edições no seu e-mail.

 
 

-----------------
Edgard
Indefensáveis Razões...

-----------------
Edgard
PSOL na Rede...

-----------------
Edgard
Posse no Tribunal de Justiça ...

-----------------
Internet
A Zueira Não Tem Fim...

-----------------
Cultura e Cinema
DIZ pra mim... (que eu conto)...

-----------------
Fernando Mello
Cadê os Snipers?...

-----------------
Egames
Design de Games e Jogos Digit...

HIV-AIDS: A Morte Pelo Preconceito e Desinformação

Inegavelmente, quando AIDS apareceu e ninguém tinha ideia de onde vinha e o que se podia fazer,a Síndrome da Imunodeficiência era aterrorizante. Não se sabia como tratar, os esforços empreendidos nos pacientes que apresentavam sintomas eram inúteis e a morte era certa. Era só uma questão de tempo. Pelo desespero causado e pelas repetidos casos de contágio em homossexuais, acreditava-se que era uma doença fatal somente para quem tinha relacionamentos homossexuais, e apenas do sexo masculino.

Inicialmente achava-se que estava restrito a um chamado “grupo de risco”, que com a evolução passou a ser chamado de “comportamento de risco”. Muito pouco se sabia, até que apareceram os primeiros casos de contágio em mulheres. Com o relativo desconhecimento médico e absolutamente cheio de equívocos pela maioria da população, desenvolveu-se paralelamente um preconceito profundo. Começaram a chamar a doença de “A Maldita”, e por autodefesa começaram a fabular sobre o contágio, baseado em mecanismos similares como da lepra, difteria, varíola, tuberculose, etc. Hoje, a Síndrome, do ponto de vista clínico, apresenta soluções, ainda que não sejam definitivas. Não há cura, mas, há o controle, e a possibilidade de viver, depois do contágio, por décadas. O tratamento é simplificado (algo como dois comprimidos por dia), não existem grandes restrições, apenas uma atenção redobrada para não cometer abusos para preservar a atividade renal e do fígado. Mas, este dano medicamentoso não é diferente dos demais que tratam doenças crônicas; qualquer medicação de longa duração tem seus prejuízos. Qualquer substância medicamentosa tem efeitos colaterais.  O mais importante é temos a informação precisa, para lidarmos com este ingrediente social, que é muito mais extenso do que se sabe. Na atualidade, existem milhares e milhares de pessoas contagiadas com o vírus do HIV, que escondem esta situação, temendo serem discriminadas socialmente. E muita gente que tem e não sabe, e nem quer se testar. Infelizmente, estas pessoas estão aí transmitindo indiscriminadamente, e tem muita gente que nem se preocupa. Doenças Sexualmente transmissíveis são muitas, de absoluta gravidade e com riscos letais (se não tratadas), como sífilis e hepatite.

Primeiro vamos fazer uma diferenciação do porto de vista do contágio. Existe uma diferença entre ser contaminado pelo vírus do HIV, e desenvolver a doença que é a AIDS. Na verdade não se morre de AIDS. O que a doença faz é destruir todas as defesas do organismo, possibilitando que qualquer bactéria oportunista se reproduza sem nenhum combate natural. A grande maioria morre de infecções generalizadas, por ausência de defesas orgânicas.  Quando alguém se contamina com o vírus (sempre através de fluidos, sejam sexuais, ou por transfusão de sangue, ou ainda leite materno.) não significa que tenha AIDS. A medicação usada em tempo hábil faz o vírus parar de replicar (criar cópias) que recua e se esconde em algum ponto do corpo da pessoa, que até hoje não se sabe exatamente onde. Com o uso do medicamento há uma redução drástica da carga viral, até ser considerado “indetectável”. Neste ponto o paciente está sob controle e pode levar uma vida normal. Hoje em dia, estar indetectável é considerado clinicamente intransmissível. Embora, com a perspectiva de usar o remédio indefinidamente, seja o mesmo, ou outro fármaco que o infectologista determine. O vírus do HIV ele não sobrevive ao mínimo contato com o oxigênio. Por tanto, não há possibilidade de o vírus contagiar outras pessoas pelo ar, respiração próxima, ou mesmo num contato físico, como um abraço ou aperto de mão. Se o vírus for exposto ao oxigênio ele morre imediatamente. Daí porque, o contágio ocorre num ambiente fechado durante as relações sexuais com penetração, seja vaginal ou anal. Na fricção e movimentos existentes nas penetrações são produzidas micro lesões, invisíveis a olho nu. É através dessas lesões, transformadas em portas de entrada, é que o vírus penetra no outro corpo. O uso de preservativos (camisinhas) é ainda o meio mais seguro contra o contágio. Infelizmente ainda há muito descaso e relaxamento em relação ao uso da camisinha. Usar significa não pegar e nem transmitir HIV ou outra doença qualquer. E para quem não sabe, existem muitos casais “soro discordantes”, onde apenas um dos parceiros é infectado e vivem plenamente sem nenhum problema, inclusive para ter filhos e com parto normal.

Diante dessa perspectiva de que não se morre mais de AIDS, esta se disseminando uma prática absurdamente equivocada, que é não usarem mais preservativos. Isso é absolutamente estúpido. Por um mero conceito de uso ou não de uma camisinha, pode-se ser contaminado e passar a transmitir. O mais curioso que essas pessoas que cometem este erro são na maioria de escolaridade média ou superior.

Um dos maiores problemas enfrentados pelos soropositivos, é a inaceitação social; e esta rejeição agride, entristece e até deprime o soropositivo. (aquele que no exame sorológico se detecta anticorpos do HIV). Morre-se muito mais pelo auto abandono e por depressão. Um paciente na condição de “indetectável” não oferece risco algum. Entretanto, por preconceito e desinformação, se criam lamentáveis comportamentos que a única conseqüência é a segregação e isolamento. O Brasil é um dos países com um dos melhores índices de assistência pública, inclusive com fornecimento da medicação, embora as campanhas de informação, de forma geral, sejam insuficientes, permitindo que pessoas, aparentemente cultas preguem a segregação.

O HIV é um problema verdadeiro e precisa ser combatido, mas por meios clínicos assistenciais, e por informações fidedignas. Não se pode discriminar um soropositivo em nenhuma circunstância. Os menos afortunados que contraíram a doença por outros meios, como compartilhamento de seringas, ou ainda, como foram os casos dos irmãos, Henfil (cartunista) e do sociólogo Betinho, que eram hemofílicos, e dependiam de transfusões constantes. Por negligência e irresponsabilidade foram contaminados. Ambos, não tiveram tempo de alcançar os avanços da medicina atual e morreram vítimas da doença.

Na cidade de Niterói existe uma entidade sem fins lucrativos que a Casa de Maria de Magdala. Ela é mantida por mensalidades/doações dos membros associados e de eventos realizados periodicamente com essa finalidade, além de recursos públicos (decorrentes de subvenções, convênio e parcerias com órgãos ou entidades públicas). É um trabalho voluntário, que cuida de pacientes portadores de HIV-AIDS; além outras situações de vulnerabilidade social, acolhendo, abrigando e cuidando voluntariamente, levando ao público alvo (família, escola e comunidade) informações seguras e esclarecedoras sobre a etiologia, a transmissão e a prevenção da Síndrome. O serviço é destinado a indivíduos com vínculos familiares rompidos ou fragilizados e/ou se preparando para o retorno ao lar, para família substituta, para transferência institucional nos casos com necessidades outras que a instituição não tem como oferecer; a fim de garantir proteção integral, preservando a privacidade, o respeito aos costumes, às tradições e à diversidade de: ciclos de vida, arranjos familiares, raça/etnia, religião, gênero e orientação sexual. Acolhe ainda crianças e adolescentes, seguindo um padrão do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que orienta a oferecer ambiente acolhedor e ter aspecto semelhante ao de uma residência e atendimento personalizado e em pequenos grupos.

A Associação mantenedora da Casa de Maria de Magdala foi fundada em 1991, idealizada pelo já falecido Dr. René Pessa. Funciona na Estrada Washington Luís, 1956 - Sape, Niterói - RJ, CEP: 24315-375. Ela tem custos de manutenção muito altos e depende do voluntariado das pessoas que cuidam dessa obra de grande utilidade pública e de imensa humanidade.

Recentemente perderam (como as demais entidades filantrópicas) o desconto do ICMS nas contas de energia. Em princípio pode parecer pouco, mas, respondendo às suas necessidades funcionais, a média do valor das contas mensais é de R$9.500,00, que significa um aumento no orçamento (alíquota de 32%) de R$3.040,00, por mês. Para um entidade que sobrevive com dificuldades, é muito dinheiro. A solução proposta e a instalação de placas de energia solar para obtenção, ao menos, dessa diferença do ICMS. Placas para acumularem o equivalente a 2 mil quilowatt, e assim minimizar a questão orçamentária.

Estamos aqui convocando as empresas e pessoas de boa índole e espírito público, para colaborarem para a compra deste equipamento. As doações deverão ir diretamente para a sede da entidade, que tem o CNPJ: 00.292.004/0001-90. Tratar com a administradora Diva Delforge – Telefones: (21)2616-2233 -2718-3385 - 3602-0253. 


-----------------
Documento
HIV-AIDS: A Morte Pelo Preconceito e Desinformação

-----------------
Documento
Politicamente o que Poderá Acontecer

-----------------
Documento
A Polêmica Lei Rouanet

-----------------
Documento
O Novo Panorama Político de Niterói

-----------------
Documento
O Mundo dos Youtubers

-----------------
Informes
Posse na Câmara de Niterói ...

-----------------
Informes
Detro Fiscaliza e Encontra Ir...

-----------------
Informes
Compasso de Espera...

-----------------
Informes
OAB: Novos Presidentes...

-----------------
Informes
Unus Mundus...

-----------------
Informes
A Importância dos Vices-Presi...

-----------------
Informes
As Canções Que Você Dançou...

-----------------
Informes
Bagueira é Reeleito...

-----------------
Informes
Acervo Fotográfico...

-----------------
Informes
Contra a Pedofilia...
 
Últimas Edições
Rua Cônsul Francisco Cruz nº 03 - Niterói/RJ | (21) 3628-0552 / 9613-8634 | dizjornal@hotmail.com
Creat by EADesigns