Diz Jornal - Cultura e Cinema | Documento | Nutrição | Informes | Internet | Edgard Fonseca | Pelo Whats | E! Games | Fernando Mello | Pela Cidade | Em Foco

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores

Tels: (21) 3628-0552 / 9613-8634
Rua Cônsul Francisco Cruz nº 03 - Centro - Niterói/RJ | 24020-270
Email: dizjornal@hotmail.com

PROJETO GRÁFICO - Edgard Fonseca Comunicação Ltda.
TIRAGEM IMPRESSA: 16.000 Exemplares

Newsletter
Receba nossas edições no seu e-mail.

 
 

-----------------
Edgard
Poderia Ficar Calado...

-----------------
Edgard
Cidadão Niteroiense...

-----------------
Edgard
Novo Acadêmico na ANF...

-----------------
Cultura e Cinema
DIZ pra mim... (que eu conto)...

-----------------
Internet
Educação a Distância Mesmo....

-----------------
Documento
O Mundo dos Youtubers...

-----------------
Fernando Mello
Cheque Especial Demais...

O Perigo do Etnocentrismo

Etnocentrismo é um conceito antropológico definido como a visão demonstrada por alguém que considera o seu grupo étnico ou cultura o centro de tudo; portanto, num plano mais importante que as outras culturas e sociedades. Acham-se “donos da verdade”, da liberdade de ação e que podem contrapor, sem cerimônias ou melindres, tudo que não se encaixa naquela visão de mundo que possui e acredita.

Fora as distorções de caráter cultural, de aprendizado e de imposição educacional, o etnocentrismo, que é tão antigo quanto à humanidade, (embora em épocas distantes não se tivesse uma visão científica do fato; o que não impedia a sua existência e prática), o próprio termo define bem: é formado pela justaposição da palavra de origem grega "ethnos" que significa "nação, tribo ou pessoas que vivem juntas" e centrismo que indica o centro, o âmago de todos os conceitos subseqüentes.

A visão etnocêntrica demonstra o desconhecimento dos diferentes hábitos culturais, levando ao desrespeito, depreciação e intolerância por quem é diferente. Em seus casos mais extremos, assumem atitudes radicais, preconceituosas e xenófobas.  É ter-se uma visão míope do comportamento humano, impedindo que possa ver e aceitar práticas diferentes, até mesmo no vestuário. Estranha-se no Brasil um homem aparecer vestindo uma saia, embora em culturas muito mais antigas esta prática seja mantida, como as saias escocesas. É negar ao indígena o uso de tangas e cocás, apenas por não estar enquadrado nos seus padrões habituais.  

Este pensamento se alinha com práticas comportamentais políticas, como o fascismo e o nazismo. No caso específico do nazismo, é também racista, pois acreditam na superioridade de raças.

O etnocentrismo é exclusivista e limita o raciocínio. Nega a alteridade porque implica que um indivíduo seja capaz de se colocar no lugar do outro, em uma relação baseada no diálogo e valorização das diferenças existentes. Quando é possível verificar a alteridade uma cultura não tem como objetivo a extinção de outra. 

O etnocentrismo pode atingir proporções devastadoras, quando culturas provavelmente mais frágeis entram em contato com outras mais dominantes e avançadas. A perda de identidade e opressão de aceitar a outra cultura diversa gera agressividade e confronto.

Simplificando, na sociedade ocidental atual, com enfoque dirigido ao Brasil, temos práticas etnocêntricas nas nossas relações sociais, principalmente nas Redes Sociais, onde as pessoas se sentem mais protegidas para exercerem comportamentos adversos, que não teriam de forma presencial. A internet trouxe inúmeros benefícios à humanidade, mas, ainda sem tempo de sedimentação cultural, propicia campos de confronto e distorções, sociológicas e psicológicas. É quando se dá oportunidade para que muitos externem pensamentos e comportamentos latentes, nem sempre demonstrados, e muitas vezes patológicos. 

É como se tivéssemos criado uma “raça diferenciada” baseada na mistura de muitos conceitos de suposta superioridade. É um campo possível, onde muitos tomam para si papéis e responsabilidades, que supõem ter, fundados em conceitos frágeis, equivocados e de tendência à supremacia. 

É o universo das Redes Sociais, terra de ninguém, onde existem milhares de crédulos conduzíeis, supostos e despreparados filósofos, com uma tropa de etnocêntricos, em contra posição à profissionais da manipulação de massas, ávidos por auferir benefícios políticos, usando a vaidade de tantos como mola e motor de propulsão. Estes maliciosos profissionais do marketing e da comunicação usam estas pessoas como peças de um jogo, montado às escondidas para perpetrarem suas perversas e bem pagas intenções. 

Nos dias atuais, todo mundo acha que pode opinar sobre qualquer assunto, e na maioria das vezes desejam ser aplaudidos; e revoltam-se e partem para o confronto quando contrariados. É o universo frágil do conhecimento, repleto de crentes de suposta supremacia intelectual, baseada em títulos, nem sempre justificável, atrelada a um sentimento de auto-afirmação, num egocentrismo gigantesco.

O egocentrismo  é o comportamento voltado somente para si ou tudo que lhe diz respeito, ou ainda, a incapacidade de diferenciar-se dos outros. É comumente apontado como egoísta.

Com a crise econômica e moral que se instalou no Brasil, muita gente confusa e carente de afirmação pessoal toma para si tarefas e deveres, com os quais se imaginam emponderados. Muitas instituições tradicionais no país passam por grave crise econômica, muitas já insolventes, e é comum que membros mais antigos, capacitados e experientes não desejem assumir responsabilidades legais. Ninguém de bom senso quer assumir a presidência de instituições em crise, o que propicia aos membros do “baixo clero”, ansiosos por uma oportunidade de ascensão, assumir estes postos chaves, até então inatingíveis para eles. Hoje é muito comum ver novatos e menos capacitados membros dessas instituições serem alçados a uma posição de destaque, o que certamente comprometerá, mais ainda, essas pobres e importantes instituições. 

Este fato especificamente está gerando uma nova tribo de etnocêntricos, que se fecha em guetos improvisados, e se unem por proteção, como se estivessem formando a “República dos Idiotas no Poder”.

As crises econômicas, morais e sociais, propiciam mudanças radicais. Tudo muda de lugar, inclusive os etnocêntricos, que arrastam uma multidão de idiotas úteis aos seus propósitos. 

Depois do caus. virá a ordem natural, juntando os cacos da destruição, para formação de uma nova sociedade.


-----------------
Documento
O Mundo dos Youtubers

-----------------
Documento
Nação Dividida: Velhos Amigos, Novos Inimigos

-----------------
Documento
O Tsunami Bolsonaro

-----------------
Documento
Pesquisas para Confundir

-----------------
Documento
O Voto Útil Transformador

-----------------
Informes
A Importância dos Vices-Presi...

-----------------
Informes
As Canções Que Você Dançou...

-----------------
Informes
Bagueira é Reeleito...

-----------------
Informes
Acervo Fotográfico...

-----------------
Informes
Contra a Pedofilia...

-----------------
Informes
Novo Fórum Federal...

-----------------
Informes
Ano Novo Judaico...

-----------------
Informes
Lançamento de Candidatura...

-----------------
Informes
Inauguração de Comitê Icara...

-----------------
Informes
Candidatura Irreversível...
 
Últimas Edições
Rua Cônsul Francisco Cruz nº 03 - Niterói/RJ | (21) 3628-0552 / 9613-8634 | dizjornal@hotmail.com
Creat by EADesigns