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As Inevitáveis Alianças Políticas

Em princípio, para quem não entende de política e mantém uma visão romântica e severa diante de gestões governamentais, certamente algumas alianças parecerão sempre incompreensíveis e inadequadas; ou até mesmo imorais. Muitas vezes, objetivando uma vitória, abre-se mão de conceitos e ideologias. O foco está na realização do projeto proposto. Mas, qualquer acordo entre humanos, pressupõe perdas bilaterais, cessão de espaços, incluindo espaços éticos. Para existência de um acordo entre partes muito heterogêneas as concessões serão sempre maiores. Ou as partes cedem, aqui e ali, ou inviabiliza o acordo. Nessas alianças, empreendidas para existência de ganhos, as perdas são inevitáveis e aceitas placidamente. Alguém sempre vai perder alguma coisa, em prol da conquista de outros objetivos.  

Quando chegam (época) as eleições estas práticas ficam mais em evidência, multiplicam-se e ficam sujeitas às críticas severas, e até mesmo aos danos provocados pelos movimentos de desconstrução moral dos participantes pelos eleitores moralistas e inflexíveis. Realmente, visto por lentes de conceituação moral, algumas alianças parecem realmente inacreditáveis. Mas, para quem está no “olho do furacão”, dirigindo partidos, ou candidatando-se, rivalizando e se desgastando, física e eleitoralmente, passa a utilizar as filosofias de “redução de danos” e da “mais valia”.

Uma corda não deve ser esticada a extremos, sob pena de partir-se e provocar quedas inevitáveis; nem se constrói um tecido social, esgarçando-se todas as fibras. Para tecer a renda precisa-se bem mais que de linhas, agulhas e bilros. É preciso planejar o desenho e entregar a tarefa nas mãos de quem sabe aproveitar o melhor de tudo e controlar os agentes destrutivos e desagregadores. 

Um acordo pode proporcionar o estancamento de sangrias diversas; e mesmo na adversidade de opositores, representar avanços e a construção de circunstâncias favoráveis a recuperação financeira, contenção de gastos e a obtenção da estabilidade pelo equilíbrio dos campos de força.

Durante a Segunda Guerra Mundial, as alianças feitas eram aparentemente inexplicáveis. A Alemanha tinha como aliados dois países que lutaram contra ela na Primeira Guerra. O Japão se aliou à Alemanha por ter problemas com a Rússia, e assinaram o pacto Anti-Internacional Comunista. Ademais, ambos tinham inimigos comuns naquele momento. Do ponto de vista do Eixo, a aliança entre Japão e Alemanha tinha a vantagem de obrigar os Estados Unidos a dividirem suas forças, lutando em duas frentes distintas. A aliança era mera conveniência circunstancial e não era ideológica. Era uma necessidade de sobrevivência, embora no final tenha sido derrotado. No pós guerra, o Japão aliou-se aos Estados Unidos, seu algoz, e tornou-se uma das maiores e mais avançadas potências do mundo, apesar de todo estrago que lhe foi imposto.

No Rio de Janeiro a fusão acirrou a disputa entre os grupos do Chagas Freitas, dito de oposição (MDB), mas, simpatizante dos governos militares, e do Amaral Peixoto, ex- PSD, genro de Getúlio Vargas, e sogro de Wellington Moreira Franco. Apesar das graves desavenças, em um momento, dentro do MDB, se aliaram: Chagas virou governador e Amaral tornou-se senador. Apesar da Aliança, continuaram disputando internamente uma liderança, transferida para o genro de Amaral, Moreira Franco. Para vencer o forte grupo do Leonel Brizola na eleição de 1986, contra Darcy Ribeiro, Moreira montou uma aliança eclética, com 12 partidos, que ia do PFL e PDS ao PCB e PCdoB. Ganhou as eleições com 44,5% dos votos contra 32,3% do Darcy Ribeiro. A aliança era um “saco de gatos”, mas, deu-lhe sustentação, incluindo o seu estranho relacionamento com José Sarney, que não impediu que ele eleitoralmente usasse a imagem do Plano Cruzado. Foi uma alternativa de poder. Não se poderia imaginar qualquer viés ideológico numa aliança como aquela.

Agora chegou a vez de Eduardo Paes. A sua aliança, que vem sendo atacada pelos opositores e ainda terá muitos enfrentamentos, tem esta característica: é eclética, numerosa e com grande chance de vitória. Paes, partiu para descolar-se definitivamente de qualquer resquício de ligação com o ex governador Sergio Cabral. Na verdade, tinham uma ligação meramente política. Jamais foram amigos e próximos. Havia um convívio político, e na época, Cabral não era a figura execrada que é hoje. Eduardo Paes fez uma opção correta na escolha do seu vice, o deputado Comte Bittencourt, que sempre foi oposição declarada e sistemática a Sergio Cabral. Está aliado ao ex-prefeito Cesar Maia, candidato ao senado, que tem como suplente na sua chapa o deputado Federal Sergio Zveiter; ainda o Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. Vai contar com apoio do PSDB, que tem um candidato a presidência da República, Geraldo Alckmin, com chances reais de vencer o pleito. Nesta relação da aliança com o PSDB, agregou o vereador Bruno Lessa, que é forte candidato a Assembléia Legislativa RJ.

A aliança é um projeto eleitoral, unindo forças diversas, mas, com o mesmo viés: recuperar o Estado do Rio de Janeiro. E para uma gestão decididamente complicada, somente um gestor com uma folha de serviços comprovadamente vitoriosos, como foi o governo de Eduardo Paes na cidade do Rio de Janeiro.


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