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Esquecimento: Indicação de Anormalidade?

Quantas vezes no cotidiano esquecemos nomes de pessoas, marcas, endereços conhecidos, ou mesmo a chave do carro e de casa, ou ainda pior: deslocamos-nos de um cômodo para outro dentro de casa com a intenção de pegar alguma coisa, e lá chegando não sabemos exatamente o que viemos fazer ou pegar? Temos, muitas vezes, que retornar ao cômodo de origem e recomeçar tudo, recapitular cada ação para podermos lembrar qual era a intenção? Quando acontece um episódio com um jovem, todos dizem que ele é “desligado” ou desatento, muito embora o consumo abusivo de álcool ou mesmo fumar maconha, vai torná-lo portador de amnésia circunstancial precoce. Mas, quando acontece com pessoas mais maduras, acende-se uma espécie de alarme e os parentes começam a sinalizar como se fosse um inevitável processo patológico se instalando.

Existe a possibilidade real de ser sintoma de demência, mal de Alzheimer, Parkinson, e até má circulação sanguínea cerebral causada por tumores ou acidentes vasculares. Tudo isso é possível, mas não significa que seja obrigatória existência de patologia em todos os casos.  Existem processos de senilidade precoce, senilidade gradual, e a perda de neurônios com o envelhecimento provoca episódios de esquecimento, considerado normal e sem maiores problemas. Ainda, existem hábitos e circunstâncias emocionais que provocam estes “esquecimentos”: uma vivência sob tensão ou estresse cotidiano vai provocar sintomas idênticos, mas, sanadas as dificuldades, há uma recuperação gradual dessa “memória afetada”.

Existem muitas razões e variáveis que provocam esquecimentos. Ao envelhecermos, ainda que de forma saudável, existe um desgaste natural dos neurônios que dificultam suas comunicações.  Nos neurônios ativos existem “sinapses” (que é a região localizada entre neurônios onde agem os neurotransmissores -mediadores químicos-, transmitindo o impulso nervoso de um neurônio a outro, ou de um neurônio para uma célula muscular ou glandular).

Existem dois tipos de sinapses: química e elétrica. As sinapses químicas são as mais comuns nos seres humanos e outros mamíferos. As sinapses elétricas são mais comuns em organismos invertebrados, nos humanos geralmente não ocorrem em neurônios, apenas nas células gliais ou musculares.

Sobre os tipos de memória dos indivíduos, atualmente admite-se a existência da memória de trabalho, que serve para "gerenciar a realidade". Variam de acordo com o seu conteúdo, podendo ser declarativas e procedurais (relativa a procedimentos), e com o tempo, podem ser de curta e longa duração ou, ainda, remotas.

Funções fisiológicas dentro da normalidade contribuem efetivamente para manutenção da memória. O sono, por exemplo, é necessário para produzir memórias duradouras. No entanto, não se sabe bem como funciona esse mecanismo. No início, acreditava-se que a função do sono era passiva, desligando os sentidos para que os estímulos externos não interferissem na formação das lembranças. Nos últimos anos, porém, descobriu-se que durante as horas na cama se desenvolvem processos que fixam as memórias. Além de, providencialmente, ajuda a esquecer memórias desagradáveis e inúteis. A alimentação adequada e o uso moderado que substâncias nocivas e abusivas, como álcool e tabaco auxiliam da conservação das áreas cerebrais, inclusive da memória.

É possível recuperar dados e lembranças recentes ou antigas com uma espécie de reprogramação do cérebro. Principalmente as memórias mais recentes, utilizando-se “novos caminhos cerebrais”. Os estímulos são muito variados e processos associativos de idéias facilitam o encontro desses dados por facilitação afetiva e maior perspectiva de prazer no encontro dessas informações. A tendência mais usual do ser humano é “apagar” memórias desagradáveis e constrangedoras. Algumas memórias, por similaridades, são apagadas, embora nada tenham a ver com o conteúdo rejeitado. Apenas o cérebro faz o caminho mais reto possível; e se algo se assemelha ao conteúdo desagradável é eliminado por “medida de segurança”. Pode ser similar apenas na forma ou na fonética, apesar dos significados diferentes.

A alimentação é importante na preservação da memória. Alguns alimentos contribuem com a boa nutrição e saúde do corpo, incluindo o cérebro e a memória. Outra forma de proteger as lembranças é combinar hábitos saudáveis e exercícios físicos a uma dieta equilibrada. Grãos integrais: ricos em fibras, quando incluídos em uma dieta com frutas, vegetais, azeite e vinho tinto, podem colaborar para a diminuição da capacidade cognitiva. Comer brócolis, espinafre e gema de ovos é essencial para quem quiser ter uma boa memória na maturidade. Esses alimentos citados são ricos em luteína e colina, formando um composto que preserva o que os cientistas chamam de “inteligência cristalizada”.

O exercício físico contribui muito pelo aumento da capacidade respiratória e conseqüente oxigenação freqüente do cérebro.

Ter esquecimentos considerados normais, pois se tratam apenas de desgaste natural do tempo, não preocupa e são passíveis de recuperação por adoção de novos métodos para exercitar a memória; como aprender um novo idioma, criar interesses por uma nova matéria, o até mesmo fazer palavras-cruzadas. Qualquer novo estímulo é bem vindo. O que realmente preocupa são as formas patológicas de esquecimento. Daí, todo “esquecimento” deve ser avaliado por um profissional de saúde, especialmente os neurologistas. A prevenção de doenças ainda é o melhor caminho para evitá-las, ou tratá-las em tempo de evitar uma progressão acelerada. Um dos maiores sintomas de doenças é a negação por parte do “esquecido”. Se a pessoa admite que esquece e mostra-se preocupada em sanar a dificuldade é mais provável que ela esteja mais saudável e o esquecimento tenha causas menos preocupantes. Grave é quando o “paciente” mostra-se refratário e teima que não esquece coisa alguma. Se nega a procurar um médico, afirmando-se “perfeito”. Qualquer pessoa acima dos 50 anos terá lapsos de memória, de maior ou menor intensidade. Acima dos 65 anos é irrecusável uma avaliação médica. Os riscos de mal de Alzheimer, Parkinson e demência são reais e não podem ser subestimados. Uma avaliação neurológica poderá evitar e retardar inúmeros problemas. É preciso lidar com a questão com tranqüilidade e sem pânico, mas, considerando que existe um risco no horizonte; maior para outros que tenham histórico familiar, embora este fator não seja uma sentença inevitável.

 

E não esqueçam: prevenir e antecipar-se ao problema é a melhor forma de defesa e preservação.  


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