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As Incertezas e Dúvidas nas Eleições 2018

Espaço político é para ser ocupado. Se nada fazemos para ocupar um lugar, alguém o fará, e certamente de forma bem pior que um dos nossos escolhidos faria. 

Essa teoria que “nada presta”, que todos os políticos são iguais, e que perderam as esperanças, é uma confissão de rendição. E quem se rende, se submete aos ditames de quem venceu; e não adianta reclamar.

Aproximam-se as eleições de 2018, onde deverão ser eleitos os deputados Estaduais e Federais, senadores e o presidente da República. Temos a clara necessidade de mudanças e reformas no país, e apesar disso, existe uma expressiva parte da população que se mostra reativa e desorganizada, achando que estão “protestando” contra a situação atual; mas, em verdade estão criando um ambiente propício aos políticos profissionais que terão o benefício do voto nulo ou anulado, que só provoca inércia e diminuição da resistência a eles. O campo de ação fica menor e é mais fácil para quem dispõem de instrumentos e bem montadas estruturas eleitoreiras. 

É certo que os repetidos escândalos políticos de corrupção, ausência da ética e da prática republicana, provocaram um imenso desencanto e descaso, e muita gente desiste de lutar. Daí prolifera iniciativas equivocadas que pregam (ainda que aleatoriamente) a desordem e a desistência, que não contribuem e ainda atrapalham.

Baseado no conceito de que “quem cala consente”, quando anulamos ou votamos em branco, simbolicamente estamos “passando uma procuração” para aqueles que vão se eleger por falta de confronto com outros.

As Razões do Mal

Em primeiro lugar precisamos entender que estes sentimentos de desconfiança e de desagrado geral que temos, são legítimos e justificáveis.  Entretanto, a nossa história enquanto povo, aceitando resignadamente e sem reação adequada aos delitos, nos levou a este “fundo de poço”. Somos todos responsáveis conjuntamente, na medida em que aceitamos políticos e governos sem combatê-los frontalmente pelo uso dessas práticas. Repetimos votações equivocadas e permitimos a perpetuação deste quadro.

O que vivemos atualmente é apenas a soma de todos os erros e da nossa anuência aos fatos, ainda que por desinformação, conformismo e até mesmo por nos misturarmos a este caldo de cultura oportunista e corrupta, nos beneficiando direta ou indiretamente dessas práticas. Somos, todos, vítimas da nossa falta de compreensão dos mecanismos, pela incorporada cultura do beneficiamento oportuno e pela inércia que se perpetua quando votamos em branco, anulamos o voto, perpetramos a abstenção, ou votamos por interesses pessoais; e ainda pior, quando vendemos o voto.

É claro que somos mais vítimas do que culpados, mas quando abandonamos a luta contra os maus políticos estamos concordando silenciosos, e eles vão fazer exatamente o que quiserem, resultando no caos que nos encontramos.

A raiz de tudo está na nossa falta de educação (proposital e conveniente), desinformação e desinteresse, que resulta na paralisação permissiva. É um absoluto engano achar que as pessoas nos fazem mal porque querem e nos tornamos presas fáceis. A verdade é que nós sempre permitimos que nos fizessem mal. Mas, só fazem porque permitimos que fizessem. A nossa permissão é a nossa parcela de culpa nesses casos.

Estranhos Comportamentos

Há no Brasil, e especialmente no Estado do Rio de Janeiro, um estranho silêncio obsequioso. É como se estivéssemos esperando o desfecho de uma grave situação. Há uma espécie de “parada de observação” onde muitos olhos esperam o desabamento de uma grande edificação. Fazemos esta analogia por considerarmos que existe um imenso temor de que algo, mais grave ainda, vá nos acontecer. É preciso salientar que esta manobra manipuladora e intencional de reduzir o tempo de campanha eleitoral, só beneficia aos maus políticos articulados, ou pelo menos, a quem tem mandato; com equipes de gabinete, verbas de representação e muitos “cabos eleitorais”. Com os legais 45 dias de campanha é inteiramente impossível para um candidato sem estrutura conseguir eleger-se. A outra questão é o temor dos políticos de serem julgados pelo eleitor e pela Justiça por abuso de poder econômico. Daí existe uma farsa em curso nas redes sociais onde alguns candidatos pedem doações aos eleitores, pela proibição das empresas de fazerem doações, e festejam parcas quantias como se fosse vitória. É uma piada vermos políticos comemorando o recebimento de cinco mil reais. Esta quantia não paga os custos de alimentação e transporte das equipes no dia da eleição.  Esta limitação financeira vai conduzir (irrecusavelmente), os políticos para o famoso caixa dois.  E como as empresas também estão com medo de fazer doações, os valores existentes no mercado é o dinheiro ilegal, vindo do tráfico de drogas, armas e das milícias. Este é um fator de agravamento da situação atual, onde certamente haverá avanço de poder das milícias, elegendo “seus representantes”. O que se constitui num retrocesso e põe em risco, ainda mais, a estabilidade das instituições e da sociedade. Estamos caminhando para uma situação similar a da Colômbia, onde o narcotráfico e as organizações paramilitares cresceram e passaram a mandar em circunstâncias parecidas. 

As Incertezas

Como tudo parece incerto, poucos políticos estão fazendo movimentos de pré-campanha, que é legítima e permitida. Para tomarmos como referência a cidade de Niterói, observamos tímidas “pré-campanhas”. Apenas o deputado Federal Chico D’Ângelo (PDT), fez oficialmente o lançamento da sua “pré-campanha” no clube Canto do Rio, (e recebeu o apoio do deputado Estadual Waldeck Carneiro); e o vereador Paulo Eduardo Gomes (PSOL) que é pré-candidato a deputado Federal, fez uma plenária com correligionários onde anunciou a sua candidatura. Felipe Peixoto (PSD) faz alguns encontros com cabos eleitorais e comunicou pelo Whatsapp a sua “largada” para candidatar-se a deputado Estadual.

O deputado Comte Bittencourt (PPS) tem recebido apoio para reuniões familiares, oferecidas por amigos, onde ele pode falar de realizações do mandato, e visita diretórios municipais do seu partido no interior do Estado, pois é presidente estadual do Partido. O deputado Flavio Serafini (PSOL), está silencioso, não é visto e nem circula, além das perdas familiares (falecimento do irmão). O vereador Bruno Lessa (PSDB) visita diretórios do seu partido em municípios do interior, confiando na obtenção de apoios, e prepara-se para os 45 dias da disputa objetivando uma cadeira na ALERJ. A vereadora Talíria Petrone, é pré-candidata a deputado Federal, e embora seja de Niterói, foca sua eleição no eleitorado do Rio de Janeiro, numa proposta de substituição no vazio da luta e espaço que era da vereadora assassinada, Marielle Franco.

Outras candidaturas, como a do vereador Leonardo Giordano (PCdoB), candidato a governador, a do vereador Paulo Bagueira (SDD) a deputado Estadual, vereador Sandro Araújo (PPS) a deputado Federal e do Vereador Carlos Jordy (PSL), a Federal, afirmam suas candidaturas, mas dentro das suas bases. Não se vê movimento intenso de pré-campanha. O deputado Federal Sergio Zveiter (DEM), que tem sua base eleitoral em Niterói, e será possivelmente candidato ao senado, ainda não fez o lançamento da sua candidatura, o que resulta em dúvidas no eleitorado. Outros tantos, não serão citados aqui diante da incerteza e falta de informação explícita. A eleição e as convenções estão próximas, mas declaradamente, alguns não se posicionam efetivamente. Certamente estão aguardando os últimos minutos das convenções partidárias para se declararem candidatos. 

O quadro de incertezas e marasmo eleitoral vai tropeçar nos 45 dias da campanha. Uma corrida de cem metros, onde muitos não conseguirão explicar seus objetivos e o insucesso de alguns é previsível. Muita gente conhecida vai perder feio nessa eleição. Existem resistências no eleitorado e é preciso quebrar esta inércia, ou a derrota será em larga escala. Perdem os políticos sem fôlego, e perdem os eleitores. Uma cadeira na ALERJ vai ser muito disputada; como talvez nunca foi. Vai ser uma eleição muito difícil e de resultados inesperados. Além deste modelo eleitoral que cria muitas dificuldades na soma proporcional dos votos. Quanto maior o Partido, mais difícil vai ficar.  Uma deprimente constatação e uma perspectiva sombria para representação da cidade. Certamente teremos menos representantes do município (em todas as cadeiras) no próximo mandato. 

Uma Catástrofe a Jato 

O deputado licenciado e presidente da ALERJ Jorge Picianni (MDB), após a sua prisão e recondução para cumprir pena em prisão domiciliar em função de problemas de saúde, reavaliou a situação e a prisão ainda em vigor do seu filho. Ciente das dificuldades está conversando com os procuradores para fazer uma delação premiada. Este fato novo, que possivelmente vai atenuar as acusações contra seu filho, vai derrubar meio mundo: tanto político, quanto jurídico e social. Em vinte anos de poder absoluto Picianni construiu um castelo de dados e ramificações que poderão, se saírem as informações antes do pleito eleitoral, mudar o panorama da eleição. Se ele falar tudo que sabe, a ALERJ jamais será a mesma. Tem muita gente graúda (em todos os seguimentos) coçando a cabeça, e outros tantos em estado total de diarréia continuada.


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