Diz Jornal - Cultura e Cinema | Documento | Nutrição | Informes | Internet | Edgard Fonseca | Pelo Whats | E! Games | Fernando Mello | Pela Cidade | Em Foco

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores

Tels: (21) 3628-0552 / 9613-8634
Rua Cônsul Francisco Cruz nº 03 - Centro - Niterói/RJ | 24020-270
Email: dizjornal@hotmail.com

PROJETO GRÁFICO - Edgard Fonseca Comunicação Ltda.
TIRAGEM IMPRESSA: 16.000 Exemplares

Newsletter
Receba nossas edições no seu e-mail.

 
 

-----------------
Em foco
Nova Maratona...

-----------------
Em foco
Café Com Empresários...

-----------------
Internet
Sem Rastros...

-----------------
Tnews
Barulho do Carro de Lixo...

-----------------
Tnews
PM + Guarda Municipal...

-----------------
Tnews
Trem como Solução Coletiva...

-----------------
Egames
Incrivelmente Mãe...

Hospital Alfredo Neves: Negligência e Crueldade

Uma diligência na Casa de Saúde Hospital Alfredo Neves (Hospital Psiquiátrico) feita pela Comissão Permanente de Saúde e Comissão Permanente de Direitos Humanos, da Criança e do Adolescente (CPDHCA), ambas da Câmara Municipal de Niterói; e representadas respectivamente pelo vereador Paulo Eduardo Gomes e vereadora Talíria Petrone, constatou e descreveram no relatório: “diversas irregularidades e situações de privação e inadequação de conduta profissional e de assistência, previstas em Lei”. Costa a citação: “O espaço físico interno da Clínica é deplorável e desumano. As paredes contam com rachaduras e infiltrações, ocasionando e agravando problemas respiratórios nos pacientes”.

“Já na recepção do local fomos informados por meio de cartaz que as visitas em feriados estavam suspensas. Conversando com uma funcionária administrativa, a mesma explicou que essa situação acontece por conta do déficit no quadro de funcionários: apenas um funcionário de plantão para os feriados, o que impossibilitaria o acesso dos pacientes a seus familiares”.

No mesmo relatório consta ainda: “constatamos o isolamento social conseqüente do quadro de funcionários incompleto e também o não cumprimento da Política Nacional de Saúde Mental, pautada na Lei 10.216/2001”.

Histórico Anterior

Por decisão do Ministério da Saúde, baseado na Reforma Psiquiátrica, Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais, foram fechadas  inúmeras intuições Brasil a fora. As decisões de encerramento destas atividades clínicas, pagas com recursos do SUS, foram motivadas pelo descumprimento das normas estabelecidas pelo Ministério,  e principalmente pela diretriz da  Reforma Psiquiátrica e pela decisão política da gestão da época, em fechar os Hospitais Psiquiátricos.

Este contingente de pacientes, até então internados nessas instituições, foram, através de identificação pessoal, que inclui a situação e grau da enfermidade, transferidos para outros hospitais, avaliados e aprovados pelo Ministério, temporariamente, até serem incluídos nos Serviços de Residências Terapêuticas – SRT, ou foram transferidos diretamente para tais serviços ou  retornaram para os familiares.

Para que houvesse uma acomodação adequada, através de convênios com as prefeituras foram construídas nos municípios as novas “Residências Terapêuticas”. Estas unidades, onde residem pequenos grupos de pacientes em condições possíveis de convívio social, são administradas pelos próprios pacientes, sob monitoramento de profissionais da Saúde Mental. Está provado, pela experiência existente que este é um modelo mais apropriado e mais humano para uma gama de pacientes em estado clínico compensado e atendidos nas suas demandas psicossociais pelos CAPS - Centro de Atenção Psicossocial.

O modelo de atenção psicossocial descarta a internação em ambientes hospitalares e reforça a reinserção social desses pacientes. Restando apenas a internação para casos onde haja risco para o paciente ou para outras pessoas.

Ainda não se sabe a razão da Vigilância Sanitária do Estado não ter feito uma intervenção enérgica e dar uma solução a esta demanda negativa. O estado tem poderes para este tipo de ação quando há recusa ou incapacidade da prefeitura agir como manda a Lei. 

A Situação do Alfredo Neves

Por decisão da Comissão do Ministério da Saúde, o Hospital Alfredo Neves foi classificado como impróprio para funcionar como unidade de Tratamento da Saúde Mental, sendo descredenciado e recomendado o imediato encerramento de atividades. Para tanto, é preciso que a Prefeitura de Niterói cumpra a sua parte, alocando os pacientes em Residências Terapêuticas, ou dependendo da indicação médica, transferir para outro hospital, até que possa ir para a RT ou família.  No caso de Niterói a primeira referência é o Hospital Psiquiátrico de Jurujuba. Muitos pacientes já foram removidos, mas ainda restam 39 internos, vivendo em condições abaixo da crítica.

No Hospital Alfredo Neves, o corpo profissional atual é composto por um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem, uma cozinheira, uma terapeuta ocupacional, e um psiquiatra, além dos funcionários administrativos; permanecendo aquém da equipe de saúde mínima exigida para efeito de um tratamento adequado, o que incluiria “serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer (art. 4º, §2º da Lei 10.216/2001). Não há psicólogo atuando na instituição.

Existem dois aparelhos de televisão, que estão trancados e sem operar por não haver conversor para TV Digital. As únicas atividades realizadas com os pacientes são as oficinas da terapia ocupacional, que alterna os dias entre homens e mulheres.

A grande maioria dos leitos não tem roupa de cama e os dormitórios são pouquíssimos ventilados e iluminados, condição que coloca a saúde dos pacientes em risco.

Os banheiros não possuem portas, nem água; um deles acumulava fezes em todos os sanitários no momento da visita.

O relatório conjunto das duas Comissões conclui: “Conscientes de que é preciso ofertar um serviço substitutivo àquele oferecido por esta clínica, entendemos que a Prefeitura de Niterói deveria cumprir integralmente a decisão proferida na Ação Civil Pública supracitada e ampliar sua Rede de Atenção Psicossocial através da implantação e manutenção de Residências Terapêuticas e Centros de Atenção Psicossocial, além de adequar os equipamentos existentes”. Assinam, vereadores Paulo Eduardo Gomes e Talíria Petrone.


-----------------
Documento
Concessionárias: O Cliente é Sempre Refém

-----------------
Documento
Por Onde Começar a Procurar

-----------------
Documento
O Maldito Foro Privilegiado

-----------------
Documento
Os Nossos Direitos São Respeitados?

-----------------
Documento
Cinco Anos Dedicados às Transformações

-----------------
Informes
Eleições na Ordem dos Advoga...

-----------------
Informes
Café Com Empresários...

-----------------
Informes
Melhor Desempenho...

-----------------
Informes
Pluft para Crianças...

-----------------
Informes
Duas Grandes Perdas...

-----------------
Informes
A OAB e as Manifestações Pol...

-----------------
Informes
19º Congresso Nacional do PPS...

-----------------
Informes
Moção de Aplausos...

-----------------
Informes
Momento de Posse...

-----------------
Informes
Modalidade de Vôo...
 
Últimas Edições
Rua Cônsul Francisco Cruz nº 03 - Niterói/RJ | (21) 3628-0552 / 9613-8634 | dizjornal@hotmail.com
Creat by EADesigns