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Os Que Vivem de Aparências

Desde os tempos mais primitivos que a humanidade se confronta e busca meios de sobrevivência e superação dos oponentes. Os caçadores da antiguidade costumavam vestir-se de peles de ursos, incluindo o uso da cabeça da presa para aparentar ferocidade para outros animais. A aparência como arma e meio de convencimento. 

Nas sociedades atuais, apesar da sofisticação dessas aparências, ainda se utiliza em larga escala os mesmos métodos de convencimento para sobrevivência imediata. Existe um conceito falho, mas muito utilizado, que diz que “você é aquilo que aparenta ser”. Do ponto de vista de uma primeira impressão, pode em alguns casos surtir efeito naquele instante, mas como não há consistência nos atributos apresentados, rapidamente a farsa será descoberta e os prejuízos serão ainda maiores.

Existem pessoas que ao longo de suas existências não fizeram nada mais do que aparentar aquilo que não são e não têm, escamoteando a verdade, escorregando em mentiras, atrás de mentiras. Como todo mundo sabe, uma mentira vai sempre depender de outras mentiras para consolidar e manter a primeira. É uma progressão cruel, aonde o mentiroso vai se enredando de tal forma que num determinado momento ele já nem sabe mais qual foi a mentira inicial.

Geralmente, essas pessoas que aparentam “muitas coisas” são vítimas da precariedade de atributos e qualidades reais. Como se sentem inferiorizadas em todos os níveis, se agarram às suas minúsculas “qualidades” dando-lhes uma dimensão exagerada para valorizá-las de tal forma que possam ser escudos da sua real mediocridade. São aquelas pessoas que parecem ou tentam parecer “perfeitas”. Sempre “está tudo bem”, não têm qualquer tipo de problema, exceto o cansaço de aparentar suas inúteis mentiras cotidianas. Passam pela vida como se viessem ao mundo “a passeio”. São geralmente taxadas de egocêntricas, mas na realidade a pobreza de espírito é tanta que é de se duvidar que tenham ego na verdade. Elas nem percebem esses quadros de múltiplas dificuldades, pois como um “armário vazio”, vão falsamente se preenchendo de valores alheios, que ele percebeu que provoca certo impacto, ou chama a atenção de outras pessoas. A questão é que por absoluta falta de conteúdos, ela não consegue, ao menos, manter o teatro inconsistente e se atrapalham substituindo um comportamento por outro na frenética necessidade de aparentar que “está tudo bem”.

Os “aparentes” sempre são avessos a questionamentos e detestam qualquer crítica ou pergunta que ameace a estrutura frágil da aparência montada. É como um cenário de teatro; se arredar um elemento do seu lugar, perde a identidade e “quebra o clima”. É comum encontramos homens e mulheres, que têm uma espécie de script. Preocupam-se excessivamente com a roupa, cuidadosamente aparentando descontração e naturalidade, mas, bastará que um vento mude o formato do penteado para que eles se desesperem. Afinal, a máscara vai cair...

Eles têm tendência de viverem endividados, pois sempre compram mais do que podem pagar. Geralmente se declaram avessos ao consumo, já como defesa, em caso de não poderem aparecer com um carro novo e caro. Pois não basta ser um carro novo. Tem que ser caro para aparentar sucesso e poder. Não são capazes de gentilezas simples, ou atenção com mais velhos, pois poderiam parecer subservientes. São tão inferiorizados que nem “carregam embrulhos”. Faz lembrar a letra da música de Billy Blanco. “Não fala com pobre, não dá mão a preto, não carrega embrulho”. São individualistas, pois vivem consumidos na manutenção do seu “tipo”, onde ensaia cuidadosamente no espelho, as caras e bocas que vai fazer por aí. Quando conseguem concluir um curso, a obtenção de uma profissão, ou mesmo constituir família, é para o único fim: mostrar que pode, embora jamais vá se aprofundar em conhecimentos, melhoria da qualidade profissional, pois são rasos por condição existencial. A família então... Ela existe para servi-los nas suas aparências: quer seja a dona de casa perfeita, ou o pai dedicado e provedor. Na intimidade são omissos, desatenciosos e até grosseiros. São desprovidos de afetividade real e usam o cônjuge ou os filhos como troféus. Tem pai que não dá a menor atenção aos filhos, e nem colabora nas tarefas domésticas. Mas, gostam de sair para rua, ir à praia, ostentando o filho no colo, fazendo o tipo de pai perfeito. Ostenta um troféu que logo será relegado a um segundo e terceiro plano, assim que aparecer uma oportunidade do “aparente” se exibir num outro interesse.

Essas pessoas vazias são mais numerosas do que imaginamos. Alguns conseguem um grau de sofisticação na enganação existencial, que é capaz deles mesmo acreditarem no tipo que construíram.

São especialistas no diz respeito a tudo que é revestimento. São preocupadas com as formas do aparente: costumam ler manchetes de jornal, mas não lêem a matéria, vasculham as orelhas dos livros da atualidade, mas não se dedicam a ler o livro; ou quando, aparentando, “lêem”, não absorvem o conteúdo e rapidamente se esquecem daquela enfadonha tarefa. Ficam revoltados como pode existir gente que perde tempo lendo “aquelas bobagens”. Fazem sempre o papel de bóias de navegação, ficando na superfície, com aparente utilidade, mas desconhecem o fundo do mar. Quando convém aparece numa roda social, observa a conversa, dá umas rasas opiniões (sem se comprometer) e deixa sempre uma dúvida no ar, como se possuísse uma informação que só ele detém.

Enfim, essas pessoas são como fantasmas humanos, verdadeiros “gasparzinhos sociais”, enganando muita gente, que quando se envolvem com elas acabam decepcionados, acumulando prejuízos afetivos, intelectuais e até mesmo materiais. É preciso muito cuidado, pois estas pessoas são sempre interesseiras e irresponsáveis. Eles não têm escrúpulos e tudo se resume numa máxima popular: “farinha pouca, meu pirão primeiro”. São os verdadeiros “alpinistas sociais”, perigosos para si mesmos e para quem o cerca e portadores de uma extrema infelicidade, fazendo-os intimamente de uma amargura que contamina.

Afinal, vivem para aparentar. E é isso que para eles interessa!


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