Diz Jornal - Cultura e Cinema | Documento | Nutrição | Informes | Internet | Edgard Fonseca | Pelo Whats | E! Games | Fernando Mello | Pela Cidade | Em Foco

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores

Tels: (21) 3628-0552 / 9613-8634
Rua Cônsul Francisco Cruz nº 03 - Centro - Niterói/RJ | 24020-270
Email: dizjornal@hotmail.com

PROJETO GRÁFICO - Edgard Fonseca Comunicação Ltda.
TIRAGEM IMPRESSA: 16.000 Exemplares

Newsletter
Receba nossas edições no seu e-mail.

 
 

-----------------
Pela Cidade
Chá Beneficente da Pestalozzi...

-----------------
Em foco
Niver de Valéria Câmara...

-----------------
Egames
Como "Pokémon" Foi Inventado...

-----------------
renda fina
Como "Pokémon" Foi Inventado...

-----------------
Internet
Bitcoin Deve Ser Proibido?...

-----------------
Informes
Eleição na AFACC...

-----------------
Dnutricao
Exames Bioquímicos...

Absurdos Brasileiros

O cotidiano de uma Nação é pautado por decisões constitucionais, pelos Códigos Civis e Criminais, pelas leis e normas sociais. Ao longo dos anos cria-se uma cultura própria, misturando velhos e novos costumes, incorporando tecnologias e outras influências internacionais. Entretanto, nem sempre as novas idéias que motivam decisões e adaptações comportamentais seguem uma querência ou relação lógica. Criamos hábitos e costumes, muitas vezes misturando tudo, o que sempre provoca grandes contradições. Vamos incorporando estes hábitos e mudanças sem nos darmos conta de verdadeiros absurdos. São tão contraditórios, que quando nos damos conta das mecânicas e distorções, nem acreditamos. Entretanto, muitas delas, dependem de mecanismos legais para que sejam efetivamente transformadas, adaptadas e retornadas a uma lógica plausível.

O tempo vai passando, outras tantas requisições de vida nos afligem, e vão ficando para trás o desejo e o empenho de influir nessas mudanças. Assim produzimos o Brasil, o país dos absurdos.

Deputado preso Celso Jacob

Brasil é um país que desde a sua colonização contemplou castas e privilégios. Na atualidade, o maior problema brasileiro está na classe política, que a guisa de auferir mais e mais vantagens pessoais, deteriorou de tal forma que o desenho das relações sociais no país é inteiramente monstruoso. Como quase todas as reformas e criação de soluções dependem da classe política, mergulhamos num cotidiano de corrupção sistêmica e manipulação das massas, que estas práticas nefastas determinam o funcionamento brasileiro. Os políticos, a todo custo tentam, (e muitas conseguem), resolver suas necessidades, independente do que possa ocorrer com o país. Impõem-nos dados falsos e cinicamente insistem em nos convencer que estas medidas são inevitáveis e são para o bem de todos.

Basta-nos ver a questão da Previdência Social:

* O grande contingente de aposentados está na classe privada, que recebem os menores valores. Uma média dos mais ou menos 30 milhões de brasileiros recebe 1.600 reais de aposentadoria. Um montante de aproximadamente de 1 milhão de aposentados divididos em categorias, são os privilegiados funcionários públicos, assim divididos e com as médias: públicos em geral 9 mil reais; funcionários da Justiça 25 mil reais; Legislativo 28 mil reais. Ou seja: o grande custo das aposentadorias está numa casta privilegiada. 1 milhão recebendo muito e quase 30 milhões recebendo pouco. E querem penalizar o grande contingente que ganha pouco, e aumentar a carga de encargos e de duração na classe privada? Absurdo! Auditores da Receita Federal declaram que o balanço das contas da previdência é positivo. Entretanto, os governantes querem fazer a reforma da Previdência, pois declaram que ela vai estourar em pouco tempo.

Político não é profissão, mas se aposenta com muito dinheiro em muito poucos anos. Juízes, desembargadores, promotores e defensores, dizem que a Justiça é lenta, pois eles têm muito trabalho. A carga de trabalho é maior que a capacidade funcional. Entretanto, é a classe que tem férias, recessos e outros “intervalos”. Somados os dias de folga, são os que menos dias trabalham por ano.

* O deputado Federal Celso Jacob (PMDB-RJ), que está preso na cadeia da Papuda em Brasília, continua a receber o “Auxilio Moradia” no valor de 4.200 reais. Ele está em regime semi-aberto que lhe permite passar o dia no Congresso, onde continua atuando como deputado, e só retorna à noite para dormir na prisão. Além do salário de R$ 34 mil que o deputado recebe, acumula a verba de gabinete de R$ 64.112,41. Desse valor R$ 41.314,50 gasto com a divulgação de suas atividades como parlamentar; R$ 14.562,87 ele gasta com a manutenção de escritório de apoio (locação do imóvel, mobília, etc.), além de R$ 3.386,69 com passagem de avião, R$ 2.783,36 com alimentação (todas no restaurante da Câmara), R$ 2.064,99 com telefone e R$ 635,72 com serviços postais.

O juiz de direito Gersino Donizete do Prado

Se somados esses valores aos seus últimos salários, desde que foi preso em junho deste ano, Celso Jacob já consumiu cerca de R$ 235 mil dos cofres públicos. Além da média de custo por preso na capital, (em 2016), que foi de R$ 1,8 mil por mês, que também onera os cofres públicos.

Apesar de ter sido condenado em última instância a 7 anos e 2 meses em regime semi-aberto pelo STF, por falsificação de documento público e dispensa de licitação quando o peemedebista era prefeito de Três Rios (RJ), não há contra ele nenhuma representação no Conselho de Ética da Câmara, colegiado que analisa situações de quebra de decoro parlamentar. Ou seja: a impunidade permanece e desmoraliza a atividade parlamentar e o Congresso. Pela lógica, alguém condenado pelos crimes que cometeu, sendo um falsário comprovado, deveria, no mínimo, ter o mandato cassado. Mas, a permissividade corporativista encobre tudo e todos os criminosos. É que, por lá, ninguém sabe quando será a sua vez.

* Um dos grandes absurdos brasileiros é a “punição” para magistrados. Ainda que cometam crimes, são corporativamente tratados com deferência, e não perdem o recebimento dos seus salários. É um castigo que funciona como prêmio. Constatado o delito, passa a ser “investigado” e depois de provado, é afastado definitivamente do cargo. Mas, continua recebendo uma gorda aposentadoria.

O juiz de direito Gersino Donizete do Prado foi condenado por extorsão a um empresário e está preso. Ainda assim, continua recebendo R$ 52 mil por mês, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a título de aposentadoria.

Gersino Prado é acusado de extorquir 170 vezes um empresário da cidade São Paulo quando atuava na 7ª Vara de São Bernardo do Campo, São Paulo. Segundo a vítima, o juiz solicitou valores mensais entre R$ 1 mil e R$ 5 mil para aceitar o pedido de recuperação judicial da sua fábrica de peças para carros.

O TJ-SP determinou a aposentadoria compulsória do juiz, alegando que as faltas cometidas eram "gravíssimas". Após ser condenado a oito anos de prisão, Prado foi detido. Mas, a pena foi convertida para regime semi-aberto. Entretanto, ainda continua preso porque não conseguiu um emprego fixo. Também, economicamente, não precisa. Recebe mensalmente o equivalente a que receberiam  56 trabalhadores de salário mínimo. O benefício, em agosto deste ano, foi de R$ 52 mil, de acordo com o TJ.

* Para inúmeros postos de trabalho em instituição pública, é exigido concurso, e muita gente não consegue o cargo, ainda que nos escalões mais baixos, por não conseguir passar no exame. Entretanto, para ser ministro da maior Corte do país, nenhum concurso é feito. Depende apenas de indicação política do presidente da República, e para constar, o indicado passa por uma espécie de entrevista no Senado Federal, só para confirmar a indicação. Que, em números absolutos, o “sabatinado” já vai ciente das perguntas e com as respostas prontas. E ainda, com os senadores aliados garantindo a indicação. Jamais aconteceu um caso onde o “sabatinado” tenha sido desaprovado pelo Senado. 

O ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, jamais conseguiu passar num concurso público para juiz de primeiro grau. E foi reprovado duas vezes. O que se pressupõe deficiências nos seus conhecimentos jurídicos. É apenas advogado, sem mestrado ou doutorado. Entretanto, foi conduzido pelo então presidente Lula ao cargo de ministro, que em suma é um Supremo Juiz. Como se esperar decisões acertadas de um Juiz Supremo, que não tem conhecimento bastante para passar num concurso público, nem possui qualquer experiência como magistrado (nem ao menos como promotor), mas vai julgar questões constitucionais e outras de imensa complexidade jurídica. “Não deu para ser gato, mas foi promovido a tigre”. 

* Um menor de idade não pode votar numa eleição, não pode ter habilitação para dirigir, porque não tem idade para responder criminalmente, assim como, não pode ser condenado pelo código penal brasileiro; assim como, não pode decidir morar em outro país ou mesmo casar-se. Não lhe são imputadas responsabilidades civis e criminais por “incapacidade de discernimento”.  Mas, pretendem dar-lhe o direito de escolha para trocar de sexo, ainda criança.  Uma decisão importantíssima, que requer maturidade, preparo intelectual para compreender a extensão dessa opção de existência, que um erro será um dano definitivo. Mas, precipitadamente impõem uma tomada de decisão capital, a quem, talvez, não saiba escolher que roupa usar diariamente. 

Se formos enumerar todos os absurdos nacionais ficaríamos dias falando e não há jornal que caiba a relação de todos. 

É um absurdo! E mais absurdo é o conformismo dos brasileiros. Absurdo...


-----------------
Documento
Os Que Vivem de Aparências

-----------------
Documento
Bye, Bye Brasil

-----------------
Documento
Absurdos Brasileiros

-----------------
Documento
Guarda Armada? O que será de Niterói?

-----------------
Documento
Ajuda Para os Filhos dos Portadores de HIV

-----------------
Informes
Eleição na AFACC...

-----------------
Informes
Studio Arte dos Pés ...

-----------------
Informes
Niterói Sevens...

-----------------
Informes
Audiência Pública...

-----------------
Informes
Músicos na Pestalozzi...

-----------------
Informes
Um Novo Vice-Presidente...

-----------------
Informes
Conselho Escolar Indígena...

-----------------
Informes
Carandiru na Câmara...

-----------------
Informes
Niterói em Cena...

-----------------
Informes
Modinha Que Não Sai de Moda...
 
Últimas Edições
Rua Cônsul Francisco Cruz nº 03 - Niterói/RJ | (21) 3628-0552 / 9613-8634 | dizjornal@hotmail.com
Creat by EADesigns