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Brasil: Dúvidas e Suspeitas

Não existe suspeição ou qualquer tipo de desconfiança sem razões lógicas. A prática da corrupção em todos os níveis no Brasil formou uma rede de suspeitos e descrentes na verdade. A desconfiança advém de indícios que se evidenciam, ainda que não se possa provar imediatamente. Os sucessivos escândalos políticos e morais, onde a corrupção mostrou-se disseminada, como uma espécie de metástase ética, criou um clima de completa dúvida a respeito de pessoas e comportamentos, especialmente das autoridades públicas: políticos, autoridades policiais, membros da Justiça e do Ministério Público, ou qualquer pessoa que detenha algum tipo de poder. Ficou como uma espécie de jogo de conveniências, onde nada se move sem um interesse por trás, algo sub-reptício. As funções naturais das instituições passaram a ser encaradas como moeda de troca, e vai levar muito tempo até que se lave toda moral destorcida e a sujeira mercantil e interesseira. 

Como viver num jogo de inimigos e desafetos tão próximos e necessários aos mecanismos da vida cotidiana? Esta desilusão e inércia desesperançosa nos faz desconfiar de tudo e de todos. Esta se espalhando a ponto de duvidarmos do vizinho, do troco recebido no caixa de uma loja, da informação que recebemos na rua ou da proximidade física de alguém que não conhecemos. Tudo que se aproxima tem cheiro de interesse e ameaça a nossa simples integridade.  Assistimos a morte da generosidade e da gentileza sem segundas intenções. Isso acontece como uma reação aos fatos cotidianos que se refletem como imposições, ainda que nos incomode. Ao ligarmos um fato a outro, a desconfiança nos afronta e inevitavelmente tiramos conclusões como se estivéssemos vivendo a descoberta de charadas ou enigmas na nossa existência diária. É um dado novo de comportamento, imposto pelos fatos e pela necessidade de defesa e compreensão da realidade.

Para exemplificar e nortear este raciocínio vejamos: embora soubéssemos que a corrupção é tão antiga quanto o descobrimento do Brasil, que políticos sempre se utilizaram da coisa pública em beneficio próprio ou de apadrinhados, que sempre “avançaram” no patrimônio do Estado (ao estilo Ademar de Barros, do “rouba mais faz”, ou da velha SUDENE e SUDAN) e com desfaçatez sempre negaram a roubalheira (ao estilo clássico do Paulo Maluf), a partir do Mensalão, passamos a prestar mais atenção. Percebemos melhor a existência de um José Sarney, Fernando Collor, Jader Barbalho, Eduardo Cunha, de um Renan Calheiros. O país que se iludiu e criou esperanças no discurso mentiroso do Lula da Silva, descobriu a nova dimensão daquilo que já existia, mas, não era organizada e era quase individual. Apareceu a modalidade da corrupção institucionalizada, feita profissionalmente com princípios, técnicas e hierarquias. Foi a implantação das organizações criminosas disfarçadas em Partidos Políticos. Primeiro imaginamos que era um evento isolado, criado pelo Partido dos Trabalhadores, com alguns aliados dentro do PTB, PP e PMDB. Com as evidências foram aparecendo outros participantes, em números cada vez mais alarmantes. Surgiram empresas públicas, como os Correios, em associação com bancos privados, como o Banco Rural, os operadores financeiros e as agências de Publicidade e Marketing. Descobríamos os embriões das organizações criminosas e suas aplicações e desvios.

A Operação Lavajato despiu os véus do disfarce. O que de início parecia algo ligado apenas a Petrobrás, mostrou-se muito maior, envolvendo Fundos de Pensão, Bancos de Fomento, agentes financeiros, uso fácil do dinheiro do BNDES e a engenhosa e nefasta ligação com empreiteiras, organizadas em cartéis e organizações criminosas. Aí, apareceram as vendas de benefícios fiscais, sonegações, lavagem de dinheiro, venda de criação de leis e pagamento das chantagens das CPIs montadas para extorsão. Surgiu a galopante aparição da FBS- Friboi, dos irmãos Batista, que contribuiu gravemente para a geração de dúvidas e suspeitas.

Este último evento envolvendo o acordo da FBS com a Procuradoria Geral da República que montou com MP e Polícia Federal uma “operação controlada”, onde foi possível gravar diálogos do presidente Michel Temer, filmar recebimentos de malas de dinheiro, e grampear o até então impune, senador Aécio Neves. Apontou para várias direções (além dos presos, Sergio Cabral e Eduardo Cunha, do PMDB), principalmente para o opositor PSDB. Aos poucos aparecem novos fatos e, pelo visto, não vai salvar ninguém.

A desconfiança e suspeita pertence a todos. O ministro Edson Fachin, num passado recente, foi cabo eleitoral da ex-presidente Dilma Rousseff e publicamente pediu votos usando um boné do Movimento dos Sem Terra. Foi indicado para o Supremo Tribunal por Dilma e alvo de suspeitas iniciais por suas ligações comprometedoras com Lula e a presidente; mas, por novas conjunções, como a morte do ministro Teori Zavascki, passou a ser o relator da Lavajato. Novas dúvidas surgiram, mas, mostrou-se independente como juiz, e aos poucos ganhava a confiança pública. Nesse ínterim, surgiu o caso da FBS-Friboi. Facchin participou e homologou o mais generoso e desproporcional acordo de benefícios pela “colaboração premiada” até hoje já realizada no Brasil. Novas suspeitas são geradas diariamente em relação a este acordo, que se acredita que tenha sido seletivo ou intencionalmente protetor. Atingiu frontalmente os desafetos do Lula, mas, no que diz respeito a Lula e Dilma, foi nebuloso e passível de escapatórias. Na medida em que, ao acusar (para dar credibilidade ao acordo) a abertura de contas bancárias no exterior e ter depositado 150 milhões de dólares, não apresentou qualquer prova que incrimine diretamente os dois ex-presidentes. Diz que tudo foi tratado com o “intermediário” Guido Mantega e que jamais falou com Dilma e Lula sobre este assunto. É quase uma defesa pronta.

Agora, inexplicavelmente, o ministro Fachin retirou das mãos do juiz Sergio Moro quatro ações contra Luiz Inácio Lula da Silva, distribuindo-as para outros juízes de Estados diferentes.

Por qual razão Wesley Batista (Friboi) não se dispôs também a fazer gravações e ciladas contra o Lula ou Dilma? Como agiu, fragilizou o Temer e derrubou Aécio Neves; criou um ambiente para queda do Temer e novas eleições. Como o Congresso está comprometido quase na sua totalidade, por essa fragilidade fica oportuno fazer uma emenda e convocar eleições diretas. Seria uma oportunidade de redenção do Lula que certamente tem milhões de dólares guardados e disponíveis para disputar uma eleição; sem regras, com poder econômico desmedido e cruel, com direito a subornos, conchavos e muita compra de votos num Nordeste desesperado, desinformado e miserável.  É uma situação que favorece demasiadamente ao Lula. Para este grupo partidário de apoio ao Lula tudo se configura assim: ganham a eleição, mudam as regas, as leis, dissolvem a Operação Lavajato, aparelham novamente o Estado e dão fim nos opositores. Poderá ser de qualquer forma, inclusive com métodos como já fizeram com o prefeito de Santo André Celso Daniel e outros menos conhecidos.

Ficará fácil para os irmãos Batista, que obtiveram o perdão das suas falcatruas, já possuem residência fixa nos Estados Unidos e poderão continuar crescendo e monopolizando o mercado brasileiro.

Tudo parece especulativo; até a participação do procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que enfurecido por não ter sido confirmado no cargo (sairá em setembro próximo), vinga-se do Temer, construindo a sua queda (independente dos benefícios gigantescos dos sócios e diretores da FBS), alheio e cego a uma possível trama engenhosa para trazer Lula ao poder novamente.

Resta saber se o Juiz Moro condenar o Lula, como se espera que faça, no caso do triplex do Guarujá e do Sitio de Atibaia, Lula poderá ser candidato. Se só houver impedimento em caso de condenação na Segunda Estância, ele irá concorrer, e vai jogar pesado, na esperança de reaver o poder e fazer o que lhe der na cabeça, incluindo a inversão da ordem jurídica.

Especulações à parte, a suspeição e as dúvidas fazem parte do cotidiano brasileiro, além das teorias da conspiração. As suspeitas e dúvidas são agora a tônica nacional. Afinal, onde existe fumaça, há fogo... 


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