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Irreversível

Sou da geração anterior à Internet. Pude presenciar e sentir na pele como a vida mudou radicalmente nos últimos anos. Aparelhos eletrônicos outrora inexistentes tornaram-se itens de primeira necessidade. Temos nossas vidas cada vez mais devassadas e expostas em Redes Sociais. Passamos horas cara-a-cara com um computador... Ou, muitas vezes, com uma telinha ainda menor: a do celular. Repare: as pessoas não tiram mais os olhos do celular. Há casos e mais casos de acidentes graves, todos causados, pois, os envolvidos não desgrudavam do aparelho telefônico! A impressão que tenho é que existe certa magia, como um poder obscuro de hipnose, que chega a escravizar as mentes. Realmente, algo poderoso! E este poder é avassalador: para se ter uma ideia do impacto causado pela Internet, enquanto o rádio levou 38 anos e a televisão 13 para atingirem o público de 50 milhões de pessoas, a internet levou apenas quatro anos. Este “dano” é irreversível.

E tem algo ainda mais preocupante nisso: o potencial “emburrecedor” (contestado por todos) dessas máquinas que “pensam por nós”! As pessoas estão com o seu potencial de atenção fragmentado, dissolvido, desorientado. Tenho visto cada vez menos pessoas lendo. Sim, as pessoas ficam online e “lêem” o tempo todo. Porém, são pedaços, parágrafos, textos curtos... Muitas vezes, são apenas os limitados caracteres do Twitter! Postagens aleatórias, sem referência ou procedência minimamente qualificada. Grupos de palavras sem correção gramatical, conexão textual ou nada que o valha. Os internautas navegam através de “hiperlinks” sem, na verdade, armazenar nada do que pesquisam. Todos são expostos a uma quantidade infindável de informação que, no final das contas, não chegam a ser absorvidas. Percebe-se que a velocidade da Internet coloca a eficiência e o imediatismo acima de qualquer outra coisa, e esses valores estão diminuindo a capacidade de leitura profunda. Sendo assim, a habilidade para interpretar textos, para fazer as ricas conexões mentais que se formam quando lemos em profundidade e sem distrações, fica desligada. Trata-se de um efeito alienante!

Eu acho tão engraçado quando, orgulhosos, alguns adultos dizem: “essas gerações de agora nascem tão inteligentes”... Bem, realmente são espertos para lidar com a tecnologia contemporânea, que já vem intuitiva e mastigada de fábrica. No entanto, vocês já tentaram conversar sobre história com essa garotada? Tentaram puxar assunto de química ou questionaram sobre botânica? Tente, por exemplo, fazer uma perguntinha sobre a gramática brasileira... Enfim, aposto que, ressalvadas raras exceções, será decepcionante. E, neste momento, eu deixo a seguinte indagação: onde está a cultura? Pasmem, pois, muitos dos jovens dirão que não precisam aprender nada disso, que é perda de tempo, afinal, está tudo no Google! E eles estão certos: está tudo no Google. Todavia, eu creio que seria mais interessante se estivesse tudo na Cuca!

Acabei de destilar todo o meu saudosismo e meu desejo de volta ao passado, apenas para mostrar mais algumas características bastante controversas do mundo online. Várias outras, encontram-se em “Ferrugem”. Trata-se de um longa metragem necessário! É, isso mesmo: necessário! Afinal, debate a exposição da intimidade na internet sob o viés dos adolescentes. E é esta geração (que não consegue ver os malefícios e os riscos da vida online) é a que mais deveria assistir ao filme!Não quero dar spoiler, mas, adianto que o espectador irá acompanhar a situação delicada em que uma adolescente acaba se envolvendo. Ela, como tantas outras, adora compartilhar seus melhores momentos no Instagram e no Facebook. A questão é que sua vida vira do avesso quando algo que ela não queria compartilhar com ninguém cai num determinado grupo de WhatsApp que circula no interior do colégio em que ela estuda. Os danos, obviamente, são irreversíveis... E as conseqüências doem demais! E, como já era de se esperar, esta moça não estava preparada para lidar com uma situação tão complexa. O filme vale o ingresso e, principalmente, vale a discussão pós-sessão! Senhores pais, recomendo este longa por uma questão de prudência. Será um aprendizado para os senhores e seus respectivos filhos. E, além disso, creio que suscitará uma calorosa conversa, sempre bastante bem-vinda. Fica a dica!


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