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Devagar, Devagarinho

Cada criança tem, na infância, uma adoração por um personagem específico. Ou, muitas vezes, mais de um. Eu sou filha da década de 1980 e vivi uma proliferação de figuras icônicas quando o assunto é desenho animado: "Os Thundercats", "Os Flintstones", Sara de "Cavalo de Fogo", He-Man e She-Ra, "Caverna do Dragão", o Tio Patinhas no "Duck Tales", "Os Smurfs", Flash Gordon e Fantasma dos "Defensores da Terra", "Os Ursinhos Gummi", "Capitão Planeta", "Os Jetsons", "Os Ursinhos Carinhosos", entre tantos outros! 

O interessante é que, atualmente, por mais que existam até mais desenhos, inclusive mais realistas e críveis, muito mais bem feitos e definidos, sinto que há menos amor e bons valores neles. Seria impressão minha? O que mais presencio são lutas, disputas, vinganças, etc. Na minha época, obviamente, havia boas histórias, intrigantes. E, muitas vezes, a disputa entre o bem e o mal era o clímax. Por outro lado, ninguém me convence de que há muito mais violência e maldade hoje, do que havia há 30 anos! Sou saudosista (e muito!) quanto aos meus programas matinais televisivos!

Muitas vezes, pergunto-me se, possivelmente, os assuntos abordados não eram mais apropriados, mais infantis. Afinal, quando vejo os cartoons contemporâneos, me pego assistindo a assuntos muito bruscos, pesados! De qualquer forma, este pode ser apenas o meu ponto de vista. Meus avós diriam, com certeza, que bom mesmo era no tempo deles: sem televisão, sem internet, sem tecnologia. Criança brincava na rua, de bola de gude ou com boneca de pano. Subia em árvores, ralava os joelhos, tomava banho de rio. Diferente da vida atual, na qual o computador, o tablet e o celular resumem a vida da criançada!

Bem, eu disse isso tudo para falar de apenas um desenho. Ou melhor, de um filme que conquistou meu coração! Trata-se do mais novo trabalho do ator Ewan McGregor, protagonizando o filme da Disney intitulado "Christopher Robin - Um Reencontro Inesquecível". A primeira impressão é que estamos falando de uma produção infantil. Ledo engano! É claro que as crianças são convidadas para a sessão. Porém, minha intuição é de que esse longa vai para os adultos da minha geração, principalmente para aqueles que, com o tempo, perderam ou sufocaram a criança que existe dentro de si... E estão precisando, urgentemente, resgatá-la!

Quando você olhar o cartaz do filme e der de cara com o Ursinho Pooh, vai achar que eu estou brincando. Entretanto, não desista de comprar o ingresso: vá em frente! Entre na sala e contemple! A ideia precípua, obviamente, é fazer um lindo tributo ao desenho que fez parte de tantas vidas. Todavia, a proposta não para por ai... E é por isso que a película torna-se maravilhosa, uma vez que leva os espectadores em uma jornada reflexiva sobre a vida adulta. No início da projeção, voltamos ao passado, quando o menino Robin brincava com Pooh e seus amigos deliciosos: o burro Ió, Tigrão, Leitão, Guru, sua mãe Can, o coelho Abel e Corujão! Aliais, ter todas essas figuras em cena é um presente para aqueles que assistiram ao clássico desenho, honrando as características e essências de cada um dos personagens.

A questão é que o menino cresce, amadurece, entristece, ganha contornos e responsabilidades da vida adulta. Enfim, Robin se perde de sua essência, da sua pureza, da sua doçura. Só que o retorno de Pooh à sua vida o fará resgatar lindos sentimentos outrora silenciados. E é neste momento que eu digo: não se trata apenas de um filme para criança. Principalmente quando se percebe que o protagonista passa a se perguntar “o que é mais importante?” Ficando dividido entre o sucesso e o amor de sua família!

É muito bacana também se lembrar da lição singular de Pooh: a de que o ócio é essencial na vida! Vivemos correndo, batalhando, lutando, desenfreadamente. Nem estamos vendo a vida passar, tamanha a velocidade da nossa rotina e da maldosa ganância. E é na singular leveza e vagarosidade de Pooh que vemos a paz e a tranqüilidade. Será que não está na hora de diminuir a velocidade da vida e dar mais valor às pequenas coisas? Afinal, estamos indo para onde mesmo, conta tanta pressa? Enfim, simplesmente, uma obra de arte como há muito tempo a Disney não fazia. Aplaudi de pé!


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