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Verde & Amarelo

Como venho tentando ressaltar em meus textos, que o mercado cinematográfico brasileiro tem se fortalecido - e muito! - nos últimos tempos. É notório, não apenas pelo número de filmes nacionais que chegam aos cinemas, mas também pelo tempo que lá permanecem, com boas audiências e críticas favoráveis. Ou seja, podemos concluir que houve um salto não apenas quantitativo, mas também (e, principalmente), qualitativo nas produções. Se, outrora, precisávamos de legislação que agia de forma compulsória a manter os longas nacionais sendo projetados nas salas de todo país, hoje, o público parece gostar cada vez mais que esses filmes sejam, de fato, cada vez mais, fortalecidos, difundidos e ofertados.

A meu ver, esta já é uma grande vitória! Porém, fico extremamente feliz quando percebo que o Brasil mostra, dia-a-dia, que realmente nasceu para a Sétima Arte. E vemos isso quando somos impactados por produções das mais diversas vertentes, invadindo o cenário de forma destemida e com muito tutano. É raro eu não ir ao cinema e não constatar que há, pelo menos, um bom filme brazuca em cartaz. Os mais jovens podem não dar conta disso, todavia, quero deixar bem claro: acreditem, meus amigos, isso não foi sempre assim! Há bem pouco tempo atrás, película nacional era rara e, geralmente, rotulada e olhada "de lado" por todos. Ainda bem que esta situação está mudando!

Uma boa prova disso é poder (com sorriso no rosto) falar aqui sobre mais um longa nacional que me enche de orgulho: "Uma Quase Dupla". Alguns críticos andam dizendo que este é apenas mais uma produção para chamar atenção dos fãs e atrair divisas. Sim, pode até ser. Foi, inclusive, dessa forma, que o mercado cinematográfico norte-americano chegou onde está. E, diga-se de passagem, tornando-se uma indústria milionária, que emprega muito.

O que quero perguntar é: qual o problema haver lucro derivado do Cinema, se ele é capaz de gerar empregos e ser uma parte expressiva da economia? Eu entendo que, filosoficamente falando, a finalidade da Arte não deve ser o lucro. E eu apoio essa ideia. Por outro lado, se der lucro e ajudar o meu povo, que mal tem?

Pois bem, voltando a falar de "Uma Quase Dupla": eu amei a película! A direção conta com a experiência de Marcus Baldini, responsável por "Bruna Surfistinha" e "Os Homens São de Marte... E é Para Lá que Eu Vou". E o casal de protagonistas, simplesmente, encanta. Não apenas pela fama e pelo currículo que ambos possuem individualmente, mas também pela química que rolou entre Tatá Werneck e Cauã Reymond. A atriz já é conhecida por sua inegável veia cômica. Cauã, por outro lado, vem de uma carreira mais diversificada, porém, deixa clara aqui a sua qualidade cênica em comédias.

Durante o longa, nota-se que, mesmo com um roteiro afiado, a dupla de protagonistas teve a liberdade de fazer uso da improvisação, o que confere fluidez às cenas. Alguns espectadores sentiram exagero na tentativa de provocar o riso. Eu não percebi. Talvez, por estar acostumada com a comédia americana, vejo o humor nacional como sendo bem mais brando, mesmo quando se tenta fazer rir. E, quem conhece a atriz Tatá Werneck, sabe muito bem que sua postura é a de uma atriz de stand up. Nota-se, inclusive, a todo o momento, que é ela que está no comando das cenas. Talvez, mais do que o próprio diretor. Cauã, de forma bastante confortável, se delicia neste embalo cênico. Tatá "chama" Cauã para um baile, o conduz na dança cinematográfica e lhe entrega uma boa parceria, neste filme que acaba por surpreender a platéia. Vale também destacar o elenco de apoio que, assim como a dupla principal, dá um colorido às cenas, não passando despercebido. Aplausos para as atuações de Louise Cardoso, Ary França, Alejandro Claveaux, Luciana Paes e Augusto Madeira.

 

E eu fico maravilhada em poder dirigir meus textos a criticas de filmes nacionais. É claro que amo o cinema europeu, por exemplo, e fico feliz em poder degustá-lo. Por outro lado, é tão bom saber que há uma arte crescente em nosso próprio território. É representatividade brasileira no cinema, de forma não forçosa, mas sim, legítima. Faço votos de que evolua e conquiste mais e mais espaço!


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