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Um Sonho

Estou bastante feliz com a farta onda de bons filmes que tenho tido o prazer de ver. Nem sempre dou a sorte de conseguir escolher bons títulos com tanta frequência. Tenho me perguntado se é apenas uma questão de sorte cinematográfica ou, se, na verdade, trata-se de uma safra de títulos fantásticos. Nacionais e internacionais.

Quero começar meu texto falando do excelente "Aos Teus Olhos". O protagonista, pra mim, é um dos principais atores brasileiros em atividade: Daniel de Oliveira. Foi ele quem incorporou Cazuza, em 2004, e, com esse papel arrebatou a minha atenção e toda a minha reverência! Neste seu mais novo trabalho, Daniel está na pele de um professor de natação super bacana, adorado por seus alunos. A questão é que um dos meninos para o qual ele leciona conta para sua mãe que o professor lhe deu um beijo dentro do vestiário. Enfim, a partir deste momento, trava-se uma verdadeira guerra... E, como saber quem é culpado e inocente? Como ter certeza se os fatos estão sendo narrados de forma correta ou não? É impossível desgrudar os olhos da telona durante toda a projeção. A fascinação que a película provoca é total. Eu, particularmente, amei. E recomendo a todos aqueles que têm fôlego e gostem de tramas instigantes!

Também gostei bastante de "Uma temporada na França". Drama que não pede licença para destroçar nossos corações. Eu, realmente, gosto muito quando a arte se presta a buscar o âmago dos sentimentos. E eu creio que seja isso que este filme se propõea fazer quando aborda o tema dos refugiados. É importante, muitas vezes, perder um pouco a delicadeza, permitindo-se ser até mesmo agressivo, a fim de mostrar a verdade nua e crua na telona. Desta vez, o espectador acompanha uma família africana que foge da guerra civil do seu país de origem. A questão é que eles tentam fugir para Paris, onde, em geral, os refugiados arrumam empregos precários enquanto aguardam o julgamento dos pedidos de asilo. Porém, muitas vezes, esse pedido é negado – fato que ocorre justamente com o protagonista, que havia tentado a sorte junto com seus dois filhos, ainda crianças. A essa altura da história, meus olhos já se encontravam marejados d’água. Mas valeu a pena cada suspiro. O filme é arrebatador!

E pode parecer um filme leve e light, mas, não se enganem meus amigos, pois, "Com Amor, Simon", não é apenas isso! Muito pelo contrário. É fantástico conseguir falar sobre temas tão polêmicos e pesados sem ser agressivo. E é isso que este longa faz. Imagine como é difícil abrir o jogo sobre a sexualidade em uma família tradicional... E em uma sociedade também bastante fechada em suas referências? E é exatamente esta dificuldade que o protagonista vive. A película, obviamente, tenta dar tons mais coloridos e felizes a uma história que, como sabemos, nem sempre tem um final feliz. Por outro lado, achei bastante válida a forma com que o diretor e a produção conseguiram orquestrar questões tão singulares de forma bastante segura, sem debandar para uma comédia pastelão – e sem também perder os valores mais importantes que uma família precisa ter: amor e união. O filme é assinado por Greg Berlanti, que já tem alguns trabalhos no cinema, mas que, na verdade, vem de mais de duas décadas de ininterruptos trabalhos para a TV. Talvez, seja esse o motivo do filme ter uma pegada "Sessão da Tarde". Mesmo assim, essa característica não diminui o brilho e o valor desta produção. Eu, de coração, gostei bastante!

Enfim, espero continuar me surpreendendo positivamente nas minhas próximas idas ao cinema. Não que eu fique com raiva ao me "decepcionar". Até gosto. Afinal, só sentimos o doce porque conhecemos o sabor do amargo. Porém, nada melhor do que bons títulos para inebriarmos nossas mentes em dias de realidade tão sombria. E, por esse motivo, faço das palavras de Orson Welles as minhas palavras, repetindo: "O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho". E meu maior desejo é poder ficar para sempre dentro deste sonho. Amém!


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