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Combate

Vou aproveitar esta edição e fazer algumas colocações sobre o Oscar 2018. Ao invés de fazer apontamentos pré-Oscar, como geralmente faço, achei por bem tecer algumas linhas após a Cerimônia. Sinto-me mais confortável e confiante falando sobre o evento quando mesmo já ocorreu. Para os cinéfilos de plantão que assistiram à festa, destaco uma questão que ficou clara e incontestável: a premiação foi bastante democrática, cumprindo suas metas e cotas. De fato, a celebração tentou espelhar uma Academia politicamente correta. Afinal de contas, era necessário deixar claro que a gafe do ano anterior não se repetiria!

Devo ainda ressaltar um acontecimento que me deixou extremamente satisfeita: quem acompanha essa coluna leu sobre o grande vencedor do Oscar, “A Forma da Água”, quando este nem havia sido citado pela imprensa nacional. De fato, senti-me feliz em ter um sexto-sentido aguçado, a ponto de perceber que esta obra prima de Guillermo del Toro iria despontar como o principal vencedor da 90ª edição da Oscar, arrebatando quatro estatuetas, incluindo melhor filme e melhor diretor, para o mexicano supracitado. O longa ficou ainda com os prêmios de Melhor Trilha Sonora e Melhor Design de Produção. E digo mais: a vitória desta película prova apenas que o cinema não deve jamais se distanciar do sonho e da fantasia. Trata-se da ciência do encanto, um sopro de oxigênio em nossas vidas!

Este ano também ficará marcado como aquele em que a futilidade perdeu espaço para protestos. Diversas estrelas que passaram pelo tapete vermelho preferiram comentar sobre temas como racismo, abuso, etc. As grifes dos luxuosos vestidos acabaram perdendo a importância mediante a tantas “feridas” que eclodiram durante os últimos meses e fizeram Hollywood sangrar... Já estava mais do que na hora de termos um Oscar menos fútil e com mais conteúdo. A melhor prova disso foi o discurso inflamado da vencedora da Estatueta de Melhor Atriz, Frances Mcdormand. A mesma fez seu discurso de agradecimento em tom de protesto. E foi, simplesmente, emocionante! Frances destacou que nós, mulheres ainda sofremos muita discriminação, mas que precisamos virar a mesa! Necessitamos ter o nosso trabalho, que é igual ao de qualquer pessoa, reconhecido e bem avaliado. Seu discurso de igualdade fez meus olhos marejarem. Obrigada, Frances!

E o prêmio de melhor longa estrangeiro também fez história: foi o primeiro filme estrelado por uma pessoa transexual a levar o Oscar. Em “Uma mulher fantástica”, acompanhamos justamente o sofrimento de uma jovem que é vítima dos preconceitos da conservadora sociedade chilena. A protagonista do filme, na vida real, é a atriz Daniela Vega, que também é cantora lírica. A música e o teatro eram seus trabalhos principais antes de ela ser selecionada para brilhar nas telonas na produção que acabou conquistando um Oscar.

Eu realmente creio que não devemos encarar o Oscar como apenas uma noite de brilho e glamour. Obviamente, estamos falando de cinema, de arte, de muito dinheiro e pompa. Porém, eu acredito ser válido e extremamente necessário quando conseguimos dar um tom de utilidade e consciência social. Um evento internacional deste porte pode e deve deixar uma mensagem positiva a ser difundida. Da mesma forma, este ano fiquei encantada quando algumas das Escolas de Samba do Rio de Janeiro fizeram verdadeiros protestos na Avenida. Não estou dizendo que os Enredos clássicos e históricos devem ser descartados. Entretanto, creio ser muito válida a iniciativa de uma escola de samba do porte da Mangueira encarar a Marquês de Sapucaí com o tema “Com dinheiro ou sem dinheiro eu brinco”, exaltando, com um desfile simples – porém, emocionante –que o mais importante é a intenção e a intensidade, ironizando, assim, o forte corte de verbas realizado pelo governo do Estado. Da mesma forma, preciso deixar explícita a minha admiração pela Beija Flor, que abordou no seu Carnaval os filhos abandonados da Pátria que os pariu, retratando as mazelas sociais que vivemos...

E eu vou terminando por aqui, deixando claro que a arte é o combustível da minha vida. É através dela que percebo a importância da paz e da inteligência, principalmente num momento de enfrentamentos e conquistas!


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