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Arte como Educadora

Essa época do ano é uma das minhas favoritas. E eu tenho vários motivos para isso! Primeiro, porque a cerimônia do Oscar está cada vez mais próxima e eu, obviamente, estou fazendo todas as minhas apostas possíveis e imagináveis. Soma-se a isso, o fato de cinema ficar completamente lotado de crianças, pois, os filmes para elas estão em grande profusão, por conta das férias. 

Trata-se de um período interessante para observar as atitudes, preferências e tendências dos baixinhos. Da mesma forma, é muito importante também, parar um pouquinho e observar como anda a mente da Academia, quando se trata de escolher os grandes destaques do ano que se passou e o reflexo vindouro nos ganhadores do Oscar. Eu sei que a grande paixão nacional é o Carnaval. Entretanto, tenho passado os meus, nas duas últimas décadas, numa salinha gelada e escura, estudando e amando cada vez mais a sétima arte. E, a meu ver, 2018 começa com o pé direito. 

Eu poderia, inclusive, fazer uma lista fantástica com os filmes que estão cotados para chegarem aos cinemas ao longo dos próximos trezentos e poucos dias, misturando estréias com continuações de grandes sagas. No entanto, eu quero muito ressaltar o mais novo trabalho de um diretor brasileiro que me enche de orgulho: Carlos Saldanha. 

Atualmente é um dos maiores representantes de nosso país em terras estrangeiras. Saldanha se especializou em animações, um gênero doce de filme, direcionado a toda família. No currículo, Carlos já acumula duas virtuosas franquias: “A Era do Gelo” e “Rio”.

Saldanha, neste momento, relança a produção “O Touro Ferdinando”.  Trata-se de um livro infantil de enorme sucesso, escrito em 1936, pelo autor Munro Leaf. Dois anos depois, migrou para o cinema e em 1938 ganhou o Oscar na categoria Animação.

Dadas às devidas mudanças, a fim de contemporanizar este conto, incorporando um contexto “mais 2018”, Ferdinando é um bezerro diferente de todos os que os cercam. Em geral, na Espanha, bezerros são criados e treinados para serem vendidos às touradas, ou seja, todos estão condenados a um cruel destino! Os touros que não se adaptam são vendidos para açougues e sumariamente abatidos.

No meio dessa terrível realidade, o nosso tourinho é um verdadeiro “patinho feio”, ameaçado e incompreendido no meio de tantos corações de gelo. Uma questão de bastante destaque nas obras de Saldanha é a forma doce e descontraída que ele trabalha questões polêmicas e também tristes. É como um bom chefe de cozinha que consegue misturar sabores, permitindo que nossos sentimentos sejam trabalhados, mas sem, necessariamente, nos entristecer. Num mundo onde somos, cada vez mais, cobrados a seguir um determinado estereótipo, vale a pena assistir a um filme que consiga perceber o quão único nós somos, mesmo sem obedecer ao império dos padrões impostos. 

Nós não temos que ser magros e malhados, nem temos que nos exibir em Redes Sociais; não somos obrigados a estar em um relacionamento e a permanecer nele mesmo sendo infelizes. Nós não somos obrigados a sair de casa de maquiagem no rosto, cheios de perfume e cabelo alisado. Nós devemos ser livres, autênticos e, principalmente, únicos. Se 2018 puder trazer essa independência física, mental e espiritual, será um importante ganho no quesito empoderamento.Precisamos respeitar os outros como eles são... E, ao mesmo tempo, respeitar a nós mesmos como somos, pensamos e agimos.

Fui criada através de contos, fábulas, narrativas, lendas... E, através das mensagens contidas nesses pequenos textos, meus pais e avós me ensinaram ética, moral, bondade respeito, esperança e diversos outros ingredientes que deveriam fazer parte indispensável de nossa vida enquanto seres humanos. Caso vocês tenham chance, leve uma criança ao cinema para contemplar um longa-metragem repleto de bons sentimentos e ternura. Até a próxima!


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