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Hecatombe

Em que direção estamos indo? Aliais, para onde nos estão conduzindo? Em direção ao futuro ou rumo ao passado? Já não sei mais dizer se procede a máxima “para frente é que se anda”. Assusta-me, deveras, saber que, após tantas conquistas sociais, ocorridas nas últimas décadas, por minorias (ou por maiorias que sempre foram tratadas como inferiores), estamos rapidamente retrocedendo. O que mulheres, pobres, negros, LGBTs, nordestinos, índios, idosos, deficientes físicos, religiosos das mais diversas crenças, artistas, entre outros, levaram anos e anos para construir, está sendo dinamitado brutalmente, de uma hora para outra.

Reparem bem: quando um desses grupos sofre um ataque em seus direitos, todos os outros sofrem com isso. Não é apenas uma perda localizada. Somos todos igualmente inferiorizados. O discurso de uns é que as “questões de ordem”, como a violência, têm origem nestas minorias... Dá pra acreditar? Como se esses grupos da sociedade fossem de alguma forma os “culpados” pela situação de calamidade pública que estamos vivendo! Os ataques – verbais, físicos, da natureza que for – tornam-se cada vez mais recorrentes. Mesmo com a Lei Maria da Penha, as mulheres são cada vez mais violentadas. E dizem ainda que, se elas não “pedem socorro” a culpa é delas. Ou seja, se você é mulher e ainda não conseguiu se livrar da violência a qual é submetida, a culpa é sua. Da mesma forma, se você é negro. A lei que Criminaliza o Racismo ainda não completou trinta anos... E a cada dia que passa, as pessoas têm mais preconceito. A legislação determina a pena de reclusão a quem tenha cometido atos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. E olha que negros e pardos correspondem a mais da metade da população do país, cerca de 53%. Entretanto, será que a legislação está adiantando? Será que essa lei “pegou”? Ou ainda contamos com a impunidade, sempre presente? Da mesma forma os idosos. O governo acaba de detonar com eles, através da (praticamente já) aprovada Reforma da Previdência. Uma verdadeira calamidade, repleta de pagamentos de propinas para arrecadar votos e conseguir “aliados”. Uma vergonha nacional. Para que, então, temos o Estatuto do Idoso, se o próprio Estado trata de roubar o direito do cidadão, na época de sua vida que ele mais precisa de amparo?

E o trabalhador, que perdeu seus direitos mais basilares com a Reforma Trabalhista? A mesma tramitou em regime de urgência, graças a uma manobra estilo Eduardo Cunha, feita por Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara. Com ela, foram revogados vários pontos da CLT. Além disso, aumentou-se o escopo da terceirização, flexibilizou-se a jornada de trabalho, fatiaram as férias, entre outras dolorosas perdas! Houve um verdadeiro desmonte da estrutura que vinha sendo conquistada desde 1943, e que nunca chegou a alcançar a maioria dos trabalhadores. O resultado só pode ser a institucionalização da precariedade do mercado de trabalho.

Estamos sendo amputados por aqueles que elegemos. E estes estão pagando fortunas em publicidade, para nos convencer de que estão fazendo isso para o nosso bem. A que ponto chegamos! As leis que deveriam nos fortalecer e proteger estão sendo ignoradas. E novas legislações que fluidificam nossos interesses enquanto seres humanos estão sendo aprovadas, da noite para o dia, sucateando o nosso país. Até onde isso vai? Vamos regredir ao ponto de nos tornar um país machista, elitista, racista, homofóbico, xenofóbico, repleto de intolerância religiosa, etc. Até quando vamos ser massa de manobra e acreditar que essas pseudominorias são inferiores e responsáveis pelos problemas sociais? Por favor, percebam o discurso que está sendo disseminado entre nós. Vamos abrir os olhos antes que seja tarde!

Para quem deseja filosofar um pouco sobre este tema, dentro de algumas semanas o filme suíço “Mulheres Divinas” chegará às telonas. O longa narra a trajetória de um grupo de mulheres, no início dos anos 70, que lutaram duramente para conquistar o direito de ir às urnas, enquanto vários outros países vizinhos já haviam conquistado o direito ao voto. Um filme denso, abordando um tema polêmico, mas que mostra o quão difícil foi exercer direitos básicos em uma democracia representativa. A grande questão desta obra de arte – e das nossas vidas amargas – é a necessidade de refletir sobre a precípua questão contemporânea: o quão árduo e tortuoso pode ser conquistar um direito... E, paralelamente, como é fácil perdê-lo.


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