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“Crush”

Atire a primeira pedra quem nunca se apaixonou. E mais: atire outras tantas pedrinhas quem nunca sonhou com um relacionamento perfeito! Um par cheio de carinho, amor, romantismo, entrosamento, leveza e parceria. Ah, como é bom amar! E, melhor ainda: como é bom ser amado. A questão é que o próprio conceito de relacionamento tem mudado nos últimos anos. A influência das redes sociais é muito grande. Assim como dos aplicativos para celular. A arte da conquista, que dava início aos relacionamentos através da paquera “olho no olho”, dá espaço para o mundo virtual, onde “azara-se” o seu “crush” através de fotos e meros cliques.  Percebam: o antigo galanteio, outrora também denominado cortejo, deu origem à atual “azaração”... Mamãe, até hoje, fala dos bons velhos tempos, referindo-se a esta fase como “flerte”. Eu acho lindo! Da mesma forma, o ser amado, o alvo, o “destruidor de corações”, passou a ser chamado de “crush”. Afinal, quem antes se acreditava tratar de um vocábulo que significava “esmagamento” ou “colisão”, na tradução literal, atualmente enfrenta um sentido figurado bastante recorrente, se referindo a um sentimento de intensa paixão por alguém. Pois é, meus amigos... Os tempos mudaram!

Não digo que não exista mais o amor à moda antiga, a conquista mais lenta, romanesca e imaginativa. É claro que existe. Graças a Deus! Por outro lado, o mundo hoje ganha novas possibilidades com a tecnologia e sua constante evolução. E seria praticamente impossível que tais transformações não atingissem o contexto dos relacionamentos. Aproveitando que eu sou completamente apaixonada por cinema francês, apostei minhas fichas e fui assistir à nova obra de arte do diretor Stéphane Robelin, que conquistara minha atenção em 2012, quando “E Se Vivêssemos Todos Juntos?” (“Et Si OnVivaitTous Ensemble?”, no original) fora lançado no Brasil. Robelin tem talento para tratar temas fortes com muita leveza. Foi assim no seu primeiro longa e aconteceu novamente agora com a produção “Um Perfil para Dois” (“Unprofilpourdeux”). O filme conta a história de um senhor de idade, com quase 80 anos, viúvo e bastante solitário. O espectador percebe o quão sem sentido tornou-se a vida deste que sua esposa se foi. Para ter uma idéia, há dois anos ele não sai de casa. Sua rotina ganha vida novamente quando sua filha decide contratar um jovem para lhe ensinar o básico da informática. Aos trancos e barrancos, inicialmente, o senhor repudia a atitude. Posteriormente, o que parecia ser uma má idéia, ganha outros contornos. Ele decide fazer parte de um site de relacionamentos e lá, conhece uma bela jovem, a qual se apaixona pelo romantismo incorrigível por detrás das mensagens daquele ancião. A questão é que ele não coloca suas fotos verdadeiras e nem, muito menos, deixa clara a sua idade. Ele utiliza a imagem e os dados do seu professor de informática...

E é neste momento que o filme deixa de ostentar contornos de drama para exibir tons de comédia. Afinal, este senhor passa a desejar viver novamente, através deste jovem que ele mesmo “criou”. Para isso, ele precisa convencer seu instrutor de informática a encontrar-se com a sua musa em seu lugar. É isso mesmo: a sua pretendente, pensa que irá se encontrar com um homem da idade do rapaz. E, mediante essa situação, sentindo-se incapaz de frustrar os sonhos da moça, ele propõe que o jovem se apresente em seu lugar.

O que mais me chamou atenção na película é a forma inteligente como a história se desenrola. É possível perceber múltiplas tramas interligadas de uma forma genial. É incrível é perceber como um incalculável emaranhado de mentiras consegue se sustentar, gerando improváveis resoluções ideais, quando são desmascaradas. Ao término, tem-se uma sensação tão boa de leveza... E, concomitantemente, saímos do cinema com o coração repleto de amor e de fé no romantismo. Trata-se de uma injeção de ânimo fantástica, ainda mais quando o mundo e a vida tornam-se cada vez mais amargos e tristes! Eis ai uma comédia competente, inteligente e linda. Recomendadíssima!


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