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Adágio

Eu sou teimosa, orgulhosa, introvertida, insegura, inflexível, indecisa, impaciente, dentre outras coisas. Listo facilmente meus defeitos. Tenho, porém, muita dificuldade em relacionar qualidades. Este, talvez, seja, inclusive, um grande defeito meu. Consigo ver virtudes nos outros e, paralelamente, não acho fácil enxergar pontos positivos em mim. Bem, esta é apenas uma das minhas tantas questões a serem trabalhadas nesta minha cabeça dura. A questão é que um autor, ao tecer sua obra, precisa compor seus personagens. E, para isso, precisa conhecê-los, mais do que ninguém. O autor é o progenitor daquela criatura que ganha vida com suas canetadas. É através da sua imaginação, que o personagem ganha personalidade, sentimentos, contornos e limites. O escritor, assim como o pintor, precisa vislumbrar os mínimos detalhes daquele novo “ser vivo”, para desenhá-lo em seus particulares matizes. É como um fotógrafo, que precisa capturar a alma do objeto, o qual ficará eternizado em suas lentes.

Nós, leitores, espectadores, testemunhas das obras alheias, nutrimos nossos espíritos com as coordenadas que os artistas nos dão. Afinal, cabe também a nós realizar uma verdadeira re- interpretação do que nos é exposto. Nós somos convidados a assumir o papel de intérpretes. Cada um de nós decifra os personagens de uma forma diferente, pois, temos um background diverso, que interfere diretamente na nossa concepção de mundo. Nossa história de vida está intimamente relacionada à forma com que lemos um livro, assistimos a um filme, apreciamos um vernissage. Se você já enfrentou problemas de saúde em casa, por exemplo, ao assistir um longa com esta temática, fatalmente encontrará similaridades e traçará paralelos com sua própria vida. E, possivelmente, esta película, em particular, lhe tocará mais do que a uma pessoa que jamais vivenciou tal questão. O que quero dizer é que, depois que um personagem nasce nas linhas de seu fundador, este posteriormente “renascerá” com contornos específicos e peculiares, na mente de quem lê e incorpora a obra. E esta é a grande mágica das obras de arte: não existe apenas um personagem morto e eternizado. Não há apenas um filme, uma tela, uma foto, uma canção,... Estes elementos e suas respectivas partes sempre estarão vivas, ganhando novas perspectivas, a cada vez que alguém se propõe a corporificá-los e a materializá-los em suas mentes.

Talvez seja por isso que viver a arte seja tão importante. Não apenas para adquirir cultura. Não somente para demonstrar ser conhecedor. Não. Nada disso. Não se trata de uma tentativa de apropriação. Longe disso. Essa “desculpa” é frívola e não corresponde à verdadeira dimensão do que é ter contato com a arte. Sim, pois, quando fazemos isso, passamos a, literalmente, fazer parte daquela obra. Esqueça a postura passiva de leitor, espectador, ouvinte! Somos mais do que isso, quando nos permitimos explorar tudo o que os livros, filmes, fotos, músicas têm a nos dizer. Eu, por exemplo, jamais defendi uma interpretação unívoca de um livro, como aprendemos na escola. Ora, pra mim, a maior riqueza das linhas de um autor está nas múltiplas possibilidades que podemos desenvolver a partir do seu roteiro inicial. Ao escutar uma canção, a mesma pode levar pessoas a dimensões diferentes. E é este o valor incalculável da arte: sua abundancia sem-fim!

Bem, depois de tantas divagações, vou falar sobre uma genuína obra-de-arte: “Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”. E, a mim, o filme muito tocou. Esta produção original da Netflix foi elogiadíssima no Festival de Cannes e tem elenco de peso, como Dustin Hoffman, Emma Thompson, Ben Stiller e Adam Sandler. A trama não é demasiadamente original, visto que se trata de uma análise psicológica de uma família americana disfuncional. Porém, é a abordagem do roteirista, as vigorosas atuações e a platéia atenta que fazem deste longa um dos grandes dramas de 2017.

Ao olhar para cada personagem, interpreto-os como quero, gosto e consigo. Tudo dentro das minhas limitações. E neles, vejo meus defeitos, crenças, sentimentos. E eu convido a todos a fazerem o mesmo. Aproveite a arte, deleite-se! E, através dela, conheça um pouco mais de si próprio. O autoconhecimento é de suma importância para a nossa evolução enquanto seres humanos. Afinal, o primeiro passo para uma existência plena, é um vasto entendimento do próprio ser, enquanto unidade, assim como já sugeria o aforismo grego “conhece-te a ti mesmo”.


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