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Não Te Condeno

Quantos segredos você tem? O que você faz, ou fez, que ninguém pode saber? Existe algum mistério bem guardado na sua vida? Estas são algumas perguntas que nos arrepiam. Há coisas que, por serem de foro íntimo, queremos manter intocadas, pois, podem nos trazer problemas no curto-médio-longo-prazo. Por mais honestos que sejamos – e por mais transparentes que nossas existências sejam – há sempre fatos que desejamos o mínimo de divulgação possível. Há situações, inclusive, que acreditamos já ter superado, cujo fantasma do passado volta a nos assombrar. É impressionante como acontecimentos podem ressurgir e voltar à tona. Acredito que o passado seja como uma sombra, constante e incessante, que dependendo da luminosidade que sobre ele incide, tome intensidade e proporções variadas.

E é exatamente sobre uma situação assim que se desenrola "As Duas Irenes". O filme nacional traz como protagonista Marco Ricca ("Cristina Quer Casar" e "O Que É Isso, Companheiro?"), consagrado por bons trabalhos para a telona. Nesta película, Ricca terá que encarar uma situação complicada. Ele tem uma vida dupla. Possui duas famílias, em cidades diferentes. E uma de suas filhas descobre esta saia-justa. A questão é que a menina também fica sabendo que o pai tem uma filha na outra relação, que tem o mesmo nome e a mesma idade que ela. Portanto, são duas Irenes, como sugere o título.

O diretor Fábio Meira, que também escreveu a trama, afirma que se baseou em fatos de sua família. Seu avô teve, realmente, duas filhas de nomes iguais. Na vida real, as duas nunca quiseram se conhecer. Para o cinema, Fábio providenciou um destino mais rebuscado. Vale a pena conferir a produção. E, não, não darei nenhum spoiler! Por outro lado, dou referências: o longa foi bem recebido pela crítica, tendo arrebatado prêmios no 45° Festival de Cinema de Gramado, como o reconhecimento da crítica Abraccine de melhor filme, melhor roteiro, melhor ator coadjuvante para Marco Ricca e melhor direção de arte.

O diretor deixou claro nas entrevistas, que não há marcação temporal em sua história. A mesma poderia ter ocorrido nos anos 60, 80 ou nos dias de hoje. De acordo com Fábio, esta situação é mais comum do que se imagina. Obviamente que, com a tecnologia pungente, torna-se cada vez mais complicado omitir algo tão delicado. Entretanto, isso não significa que um segredo destes não possa ocorrer. Além disso, Meira faz uso do silêncio para convidar o espectador a participar da trama. O mesmo trabalha, em determinados pontos, com a "ausência de diálogo", fazendo com que nós, meros voyeurs, completemos as lacunas da vida do outro. Assumimos o papel de co-autores e cúmplices dos "crimes" que presenciamos.

O que percebemos ao desfrutarmos da beleza visual e emocional de “As Duas Irenes” é que somos todos passíveis de erros e acertos. Começamos o filme condenando o pai, que tem uma vida dupla, enganando duas mulheres e seus múltiplos filhos, da forma mais cínica possível. Por outro lado, conforme o tempo passa, percebemos também que a menina que descobre a existência da família dupla também não é um anjo. Ela se infiltra na casa da “meia-irmã”, se aproxima dela, descobre detalhes, sem revelar sua identidade. Isso está certo? Ela, inclusive, prevê os efeitos catastróficos caso ela revele esta “bomba” dentro de casa. Da mesma forma que seu pai, ela também é calculista em suas ações. E isso me faz recordar uma passagem bíblica. Afinal, Santa Maria Madalena estava prestes a ser apedrejada, condenada por adultério, quando outra perspectiva da história a salvou. "Os escribas e fariseus trouxeram a Jesus uma mulher que fora apanhada em adultério. Puseram-na no meio da multidão e disseram – agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério, a lei de Moisés nos manda apedrejá-la..." (João 8:3-5). Jesus intercedeu por ela, não perdoando o seu crime, nem afirmando que a mesma não o tinha cometido. O que ele fez foi mostrar que, como todos são pecadores, ninguém teria o direito de crucificá-la: “Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro a lhe atirar uma pedra”. E a vida nos mostra fatos semelhantes diariamente. As pessoas que nos sentenciam e nos condenam, são também passíveis de erros e faltas. Não cabe a nós avaliar e deliberar sobre nossos semelhantes. Devemos cuidar sempre das nossas vidas e aprender a perdoar. Só assim, amaremos nosso próximo como a nós mesmos.


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