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Misericórdia

Ao conversar com alguns amigos esta semana, tentamos rascunhar em uma folha de papel o mapa da criminalidade. Isso mesmo! Por alguns instantes, começamos a desenhar ruas e quadras e a escrever nomes de ruas. Em alguns momentos, sublinhávamos o nome de avenidas violentas. Marcávamos as esquinas mais obscuras e os trechos mais ermos. Após alguns instantes, tínhamos feito um belo trabalho geográfico. Estava ali, na nossa frente, retratada a nossa realidade: a violência, na sua forma mais “animal”, está por toda parte. Não há mais exceção.Não existe mais aquela história de “morar naquela rua é mais seguro”.

A questão é que éramos um trio de jovens questionadores. Não nos satisfaz traçar a rota do crime sem perguntar o motivo pelo qual tudo aquilo se tornara, de fato, nossa realidade. Bem, nós poderíamos ter discutido sobre as leis, sobre a maioridade penal, sobre a desigualdade social, a proibição do porte de armas, a crise econômica que assola o país, sobre o desemprego crescente, dentre outras questões. Afinal, a violência que vivemos hoje tem múltiplos fatos geradores. Não se trata apenas de impunidade. E nem de falta de oportunidade de trabalho. Nem do esfacelamento de grupos dentro da polícia. A violência perpassa diversas discussões e, encontrar uma semente para ela, bem... Eu acredito ser impossível.

De qualquer forma, estávamos ali reunidos e dispostos a fazer mais do que uma discussão rasa sobre os tristes dias em que vivemos. Infelizmente, o que nos restou foi contemplar a violência por outro ângulo. Não o de “baixo para cima”, como havíamos feito. Era importante, a partir daquele momento, inverter e perceber a enorme violência que sobremos e que vem de cima. A violência que nos esmaga, que nos silencia e que teima em dizer que, na verdade, “faz tudo para o nosso bem”. São tantos e tão fortes escândalos políticos, permeando as três esferas do poder, que não temos como acreditar que o problema da violência é, simplesmente, a “maioridade penal”... Afinal, qual violência é mais grave? A do assalto à mão armada? Ou a da corrupção que nos rouba o futuro das crianças, a saúde dos idosos e os salários dos adultos? Parece-me que, no nosso país, existem atos de “violência” que são crimes... E outros, não. O Código Penal e quaisquer outros códigos de Ética, Conduta e Moral servem apenas para os pobres e desprivilegiados.

Ok, muitos poderão dizer que estão em curso investigações e julgamentos, como a voluptuosa “Operação Lava Jato”. Sem dúvida, ela tem seus méritos. Porém, meus senhores, fiquem mais atentos e passem a acompanhar de forma mais apurada essas operações. São tantas delações premiadas, tantas “trocas de favores”, tantas tornozeleiras eletrônicas, tanto dinheiro na conta de laranjas e tantos “amigos no judiciário”, que eu duvido muito que haja plena responsabilização e penalização de todos os culpados. Infelizmente, seremos violentados, mais uma vez. Já o fomos, quando nos roubaram. E seremos novamente, quando os mesmos saírem ilesos, ao “provarem” a inocência.

No final do encontro, eu e meus amigos estávamos um pouco tristes. Desanimados mesmo! Somos adultos sem uma perspectiva de futuro. O país está em frangalhos e, por mais que os economistas do governo queiram negar, eu afirmo: não há previsão de melhora em curto prazo. Basta ler os jornais e ver que o salário mínimo irá diminuir no ano vindouro... Bem, no meio de tanta melancolia, eu não sei exatamente o motivo, mas meio que sem querer, dentro de um suspiro, eu disse: “eu tenho fé”. E meus amigos me indagaram se era fé na política, no futuro, no amor... E eu disse apenas ter fé. A meu ver, realmente, ter fé nos ajuda a viver. Eu não estou catequizando ninguém. Nem falando de uma religião em específico. Possivelmente, eu nem esteja falando sobre religião. Estou apenas dizendo que a esperança nos nutre. Assim como o alimento faz com as células, a fé faz com os corações. Precisamos ter fé. Se você tem fé em Deus e se ele tem fé em Buda, isso não importa! Judeus, espíritas, wicca, islâmicos, cristãos ou hindus, isso não faz diferença. O que nos nutre é acreditar. É ter o peito repleto de credo. E é essa força que nos faz ir em frente, na busca por um amanhã mais próspero. E para quem não tem fé, indico um filme fantástico que estréia em breve: “Em Defesa de Cristo”. A película fala de um jornalista, ex-ateu, que investiga as provas da existência de Cristo. Após assistir a produção, espero que todos estejam mais amorosos... Afinal, ter fé parece ser nossa única saída.


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