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Fugaz

Nas próximas semanas, os cinemas ficarão recheados de bons filmes. É uma pena que, infelizmente, um entretenimento tão importante enquanto fonte de cultura, como o cinema, seja tão caro e inacessível para tantos. Não estou aqui comentando sobre o valor do baú interminável de pipoca (que faz um par assombroso com um tonel inacabável de refrigerante). Estou me referindo apenas ao valor do ingresso. Niterói – assim como o Rio de Janeiro, em geral – carece de boas opções populares de cultura. Há, certamente, alguns eventos escassos gratuitos ou a preços populares. A grande parte da programação cultural é cobrada (e tem valores bem elevados). Vivemos em um país em que até as passagens dos ônibus são encarecidas dependendo do acordo entre governistas e empresários. Uma vergonha sem fim! Fico, então, imaginando, quantas loucuras não se passam nos meios de comunicação, por exemplo. Tenho muitos amigos produtores, diretores, atores, escritores, pintores, enfim, das mais diversas áreas da arte, que jamais tiveram uma única oportunidade de mostrar seus respectivos trabalhos. Por outro lado, quantas vezes ligamos a televisão e vemos pessoas sem talento algum, que teimam em “brilhar” do outro lado da telinha? Enfim, deixo aqui toda a minha revolta em forma de desabafo, na esperança de que gere algum tipo de reflexão!

Vamos, então, voltar ao tema: cinema! Como eu havia dito, nos dias vindouros, teremos muitas produções fantásticas estreando. Entretanto, vou falar de apenas uma, que me tocou profundamente. Gostaria de destacar o documentário “A Luta de Steve”. Em geral, gosto deste gênero de filme, todavia, raramente me fazem chorar ou ter qualquer emoção forte. Eu apenas contemplo e reflito. Contudo, dessa vez, a situação foi outra. Este foi o documentário de maior sucesso no Festival de Cinema de Sundance em 2016. O mesmo invade a vida de Steve Gleason, um ex-jogador de futebol americano que, aos 34 anos, foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, uma doença neurodegenerativa. A questão é que ele é condenado pelos médicos a uma expectativa de vida de dois a cinco anos... Poucas semanas depois do fatídico diagnóstico, Gleason descobriu que sua esposa esperava seu primeiro filho. Este jovem esportista iniciou uma espécie de “diário em vídeo”, feito com o intuito de servir como presente para o seu filho, até então ainda não nascido. O mais bonito é ver como a determinação de Steve é imensa, no ânimo de conseguir manter seus relacionamentos em ordem, além de tentar, através de sua imagem, fornecer coragem e amor aos outros pacientes acamados pelo mesmo mau.

Para Gleason, não restava apenas um dia de vida. Restavam alguns anos. Porém, seria uma espécie de contagem regressiva, de bomba relógio, de “um dia de cada vez”, todos repletos de dores emocionais, declínio cognitivo e deterioração física. Ele, um atleta, cuja forma física lhe permitia trabalhar e exercer sua função conseguiu encarar com demasiada audácia toda a onda de transformação que o arrebatava. No documentário, é possível ver, de forma breve, a história deste jovem enquanto jogador e marido, tendo sido ele um homem fantástico em ambos os quesitos. Na sequência, é possível acompanhar o diagnóstico da doença e a descoberta da gravidez. O interessante é ver como a chegada do filho não lhe trouxe uma dor, talvez, por ele não ter a chance de gozar plenamente da paternidade. A chegada da criança o enche de planos: agora, precisava, mais do que nunca, deixar um legado! Para quem tem estômago sensível, aviso logo (sem a intenção de deixar algum spoiler) que há cenas bem pesadas a partir do meio da projeção, quando conseguimos notar, de forma mais clara, toda a devastação que a esclerose faz no corpo do jogador.

A questão é que “A Luta de Steve” nos mostra o quão veloz é a vida... E, principalmente, o quão frágil é a nossa existência. Na maioria das vezes, temos apenas uma chance de fazer a coisa certa. Portanto, não perca a oportunidade de ajudar uma pessoa, de dar a mão, de oferecer auxílio. Não deixe para amanhã aquela decisão que pode mudar a vida de alguém. Dedique-se aos seus filhos. Ame os seus pais. Valorize os seus amigos. Defenda a sua pátria. Acredite em você. Atreva-se a ser feliz! E lembre-se: a vida é efêmera, mas a sua bondade pode e deve ser infinita. Pense nisso!


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