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Eu Me Demito!

Cada vez mais, abrimos mão da privacidade em prol da segurança. Um caminho bastante compreensível, dada a crescente insegurança que o cotidiano nos transmite. Partimos do pressuposto de que é melhor sermos vigiados, pois, assim, todos também o serão. Criamos a resignante idéia de que “é melhor assim”. Temos a intenção de controlar – ou pelo menos tentar – todos à nossa volta. A crença de que pessoas vigiadas são potencialmente menos propensas a cometer delitos, nos faz lançar mão do nosso foro íntimo. Preferimos acreditar que estamos no controle dos outros, enquanto, na verdade, é possível que estejamos apenas perdendo total controle da situação. É possível, até mesmo, traçar um paralelo com a história das “grades”. Nós nos cercamos de muros para nos proteger. Vivemos dentro de verdadeiras fortalezas imponentes, para que a “violência” não nos atinja. A questão é: quem está realmente preso? Nós, ou aqueles que deveriam estar atrás das grades? Quem foi que, de fato, perdeu a liberdade? O que estamos dispostos a perder? E o que estamos realmente ganhando com isso?

Somos filmados dentro de nossos edifícios, nas ruas, nos shoppings, em todos os lugares. Nossos celulares podem ser rastreados e, em alguns casos, a memória dos nossos computadores pode ser restaurada – mesmo que tenhamos deletado os arquivos. Passamos por uma série de vistorias e detectores de metais. Abrimos nossas bolsas e mochilas para entrar e sair de recintos. As empresas mantenedoras dos serviços de e-mail têm acesso ao teor de nossas conversas e utilizam nossas informações como elas bem desejam. Recentemente, estabelecimentos comerciais passaram a exigir que digitemos nossos CPFs ao efetuarmos compras – assim, facilmente, controlam até mesmo o que consumimos. Enfim, com tantos dados disponíveis, grandes corporações– e, até mesmo, o Governo – conseguem traçar um perfil altamente fidedigno de nossas vidas. Este banco de dados chega a ser tão robusto, que tais companhias passaram a ter o ativo mais precioso do mundo: informação! Elas sabem nossos hábitos, conseguem monitorar nossa existência, prevendo, assim, nossas atitudes e, obviamente, aos poucos, adquirem o poder de gerir nossas atividades, traçar tendências e, inclusive, influenciar diretamente as nossas escolhas. Há algo mais poderoso – e perigoso – do que isso?

Os meios de comunicação, em geral, reiteram de que tamanha “precaução” é para o nosso próprio bem. Contudo, não podemos ser ingênuos!  Há, sim, uma face positiva. Porém, concomitantemente, subsiste um lado obscuro enorme atrelado a todo esse avanço conquistado nos últimos danos. A tecnologia tem, indubitavelmente, nos beneficiado. Entretanto, ela mostra seu lado patológico, quando nos rouba o nosso foro íntimo. E é exatamente isso que “O Círculo” deseja debater. Muitas pessoas dirão que se trata de um filme de ficção científica. Eu discordo. Estamos bem próximos, dadas as devidas proporções, do cenário retratado. Na película, Círculo é o nome da mais poderosa empresa de tecnologia do mundo. Ela é dirigida por um fundador ávido por fama e lucro – muitíssimo bem interpretado pelo sempre fantástico Tom Hanks. A história gira em torno de uma jovem– vivida pela talentosa Emma Watson – que consegue um emprego na empresa Círculo e acaba sendo convidada para participar de uma inovadora experiência social. O que ela não esperava é que tal experiência iria ignorar quaisquer resquícios de privacidade, ética e liberdade, afetando, dessa forma, não apenas a sua vida, mas também a das pessoas que ela ama.

O que realmente chama atenção em “O Círculo”, porém, não é a atuação dos protagonistas, nem o roteiro e nem a direção afiada de James Ponsoldt. O que salta aos olhos é a verossimilhança. Se a intenção era fazer apenas uma metáfora da realidade, a obra foi além. Basta olhar ao redor e sentir que somos parte de uma “experiência social” que, ao longo dos últimos anos, acabou tomando conta da nossa existência. Aos poucos, estamos sendo engolidos, moldados e padronizados. Somos, cada vez mais, estandardizados. Estamos empobrecendo financeiramente, culturalmente e mentalmente. Não seria, então, o momento de abrir os olhos e “pedir demissão” da nossa condição de submissão, enquanto massa de manobra? 


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