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Pela Metade

Durante a vida, contabilizamos sucessivas baixas: perdemos emprego, bens materiais, animais de estimação... E perdemos entes queridos, o que nos causa uma dor insuportável. A questão é que todas essas perdas são, de alguma forma, “administráveis”. Vejam bem: não estou dizendo que as pessoas que perdemos são substituíveis! Os seres humanos são únicos, e por mais que o tempo passe, ninguém é capaz de suprir esta lacuna. O luto que sentimos quando perdemos um grande amor é inenarrável. Com o tempo, entretanto, a ferida transmuta-se em cicatriz. A consternação torna-se saudade. O amor floresce novamente.  Assim, quem se foi acaba permanecendo em nós, vivos para toda eternidade.

Entretanto, o que quero dizer, é que a maior de todas as perdas ocorre quando nos perdemos de nós mesmos. Trata-se do luto irreparável. É o óbito interno.  É a putrefação do espírito. Geralmente, ocorre quando nos desconectamos da nossa essência, quando perdemos o que há de mais digno e íntimo em nós.  Nós nos desviamos do nosso próprio “eu”, dos nossos sonhos e do que nos torna tão preciosos e singulares.

A vida é, sem dúvida, uma sucessão de ganhos e perdas.  A cada escolha, corremos o risco de encontrar alegria ou tristeza. Todavia, se não nos arriscarmos, jamais saberemos o sabor amargo da derrota e o prazeroso gostinho da vitória.  E ninguém sabe mais sobre “ganhar ou perder” do que um soldado.  Durante uma guerra, ele está 100% entregue, disponível.  Em caso de perda, esta pode ser irreparável.

E é justamente sobre esse tema que trata um dos mais belos filmes que assisti nos últimos tempos: “Ande Comigo”. Afinal, qual é a pior coisa que pode acontecer a um soldado quando o mesmo pisa em uma mina?  Exatamente o que ocorre com o protagonista: ele não morre!  Ele fica vivo, só que pela metade. E quando eu falo de metade, eu não me refiro apenas ao fato dele ter perdido ambas as pernas.  Ele está “ao meio”, pois, perdeu sua própria essência. Este longa metragem dinamarquês trata da maior guerra com a qual os soldados lutam. Não a guerra no Afeganistão (nesse caso específico), mas na vida que, teoricamente, “continua”, após retornarem dos campos de batalha.

Durante a película, acompanhamos o sonho deste soldado, agora sem os membros inferiores,  de retornar à guerra.  Seu mais precioso desejo é poder lutar novamente no Afeganistão. Existem várias outras histórias paralelas se desdobrando durante a projeção. No entanto, para mim, o grande marco de “Ande Comigo” é necessidade do ser humano de cumprir a sua missão.  Obviamente, estamos falando de um cenário de conflito, no qual a própria mente deste guerreiro pode estar confusa e nebulosa – e é preciso fazer todas as ressalvas possíveis.  Por outro lado, ele continua sendo um ser humano. Ele é um soldado amputado, mas é um homem, lotado de sonhos, ambições e desejos.  Ele pode ter perdido suas pernas, mas jamais quer deixar para traz o caminho que ele escolheu para si próprio.

A grande lição que podemos extrair é que, por mais que as circunstâncias  muitas vezes nos faça abrir mão de nossos desejos, não devemos deixar que a vida nos afaste de nossa essência. O mundo pode nos roubar alguns pedaços. O Universo pode, inclusive, amputar alguns de nossos sonhos. Não obstante, nós devemos sempre tentar encontrar o caminho de volta para nós mesmos!


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